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Assinatura de Gilberto Freyre
Artigos : Periódicos Científicos  



Décadas: 1940 | 1950 | 1960 | 1970 | 1980 | 1990 | 2000



Década de 1920


Giberto Freyre. The Bear Trail - Baylor University. Waco/Texas, a. 2,n. 3, p. 6, dez. 1920.
Veio do Brasil aos 18 anos, em 1920 completou seu curso.
Localização do Documento: FGF/GF - 95

Década de 1930


Menos doutrina, mais analyse. Universidade. Recife, a. 2, n. 3, p. 3, jun. 1936.
Trecho da conferência pronunciada pelo sociólogo GF, na faculdade de Direito de São Paulo.
Localização do Documento: FGF/GF - 71
Coleção Documentos Brasileiros. Universidade. Recife, a. 2, n. 3, p. 20, jun. 1936.
Uma nova coleção de estudos será lançada brevemente pela Livraria José Olympio Editora. Falamos da Coleção de Documentos Brasileiros. Será dirigida por Gilberto Freyre e ninguém melhor que o grande sociólogo de Casa-Grande e Senzala, dirigirá uma coleção dessa natureza.
Localização do Documento: FGF/GF - 71
2o Congresso Afro-Brasileiro . Universidade. Recife, a. 3, n. 1, p. 25-26, mar. 1937.
GF além de presidir o congresso, prestigiando os trabalhos técnicos, foram ouviadas suas teses; sua adesão corresponde a 2/3 do sucesso adquirido na instalação dos trabalhos realizados.
Localização do Documento: FGF/GF - 71
Prefácio a "O Romance brasileiro". Universidade. Recife, a. 4, n. 1, p. 3-4, jun. 1938.
Em primeira mão, o prefácio que GF escreveu para O Romance brasileiro de Olívio Montenegro, editado pela Livraria José Olympio e que em breves dias entrará em circulação.
Localização do Documento: FGF/GF - 71
Casa-Grande & Senzala. Universidade. Recife, a. 4, n. 1, p. 20, jun. 1938.
Acaba de sahir em terceira edição este notável estudo da " formação da família brasileira sobre o regimen de economia patriarchal"
Localização do Documento: FGF/GF - 71

Década de 1940


BRAUDEL, Fernand. À travers un continent d´histoire: le Brésil et l´oeuvre de Gilberto Freyre. Annales D´Histoire Sociale. Paris: [s.n.], p. 3-20, 1943.
GILBERTO Freyre, mestre do Brasil. Rumo. Rio de Janeiro, n. 1, v. 3, p. 64-66, out./dez. 1943.
[texto completo]
AYALA, Francisco. Ubicación en la sociología de Gilberto Freyre. Sur. Buenos Aires, n. 12, p. 18-25, dez. 1943.
[texto completo]
PIERSON, Donald. The masters and the Slave. Menasha, v. 12, n. 5, p. 607-609, out. 1947.
[texto completo]
ROSSI, Giuseppe Carlo. Interpretação do Brasil. São Paulo, Livraria José Olympio Editora, 1947. Idea. Roma, n. 5, v. 6, p. 380-381, 1949.
[texto completo]
PUTNAM, Samual. Gilberto Freyre: pernambucano universal. Américas. Washington, a. 1, p. 3, maio 1949.
Grande homem, intelectual, artista na sua essência; passeia entre seus livros, aquarelas, sua casa em apipucos com a mesma tranqüilidade... "Se Gilberto não tem nada de ator, em compensação é, antes de qualquer coisa, um artista consumado: artista no campo dos estudos histórico-sociológicos; artista na política. e é principalmente o lado estético do seu talento que atrai seus compatriotas".
Localização do Documento: FGF/GF - 85

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Década de 1950


QUINN, Susan. Richmond's Miss Leão. BRAZIL. New York, a. 33, n. 1, p. 3-5, 1950.
Federal Deputy Gilberto Freyre, shown with his wife (left) and Miss Leão, after he had delivered the address at the inauguration of the new Pan-American School Building.
Localização do Documento: FGF/GF - 72
Escrínio de "os Lusíadas". Boletim Mensal de Informação aos Associados [Club de Regatas Vasco da Gama]. Rio de Janeiro, p. 9, maio/jun. 1952.
No retorno de sua recente viagem a Portugal e Ultramar Português GF foi incumbido de trazer para o Brasil e entregvar ao sr. Presidente da República Getúlio Vargas, enviada pelo General Craveiro Lopes, um precioso cofre contendo uma edição de 1805 de Os Lusíadas.
Localização do Documento: FGF/GF - 91
BARTHES, Roland. Maitres et esclaves. Les Lettres Nouvelles. Paris, v. 1, n. 1, p. 107-108, mar. 1953.
Traduit du portugais par Roger Bastide (Gallimard).
Localização do Documento: FGF/GF - 9
Brasilien - das Land der kompromisse. Kontinente. [s.l.], a. 10-11, p. 35-39, jul./ago. 1954.
Sociologia cultural
Localização do Documento: FGF/GF - 73
BASTIDE, Roger. Presentation de Gilberto Freyre. Mercure de France. Paris, v. 317, p. 336-338, fev. 1953.
[texto completo]
BARTHES, Roland. Maitres et Esclaves. Les Lettres Nouvelles. Paris, v. 1, p. 107-108, mar. 1953.
[texto completo]
POUILLON, Jean. Maîtres et Esclaves. Les temps modernes. Paris, n. 90, p. 1836-1838, maio 1953.
[texto completo]
BALANDIER, Georges. Maîtres et esclaves. Cahiers Internationaux de Sociologie. Paris, v. 16, p. 183-185, jan./jun. 1954.
[texto completo]
MELO, M. Rodrigues de. Gilberto Freire virá a Natal. Bando. Natal, a. 5, v. 3, n. 5, p. 499-501, maio/jun. 1954.
[texto completo]
ANDRADE, Claudionor de. O Mestre de Apipucos. Bando. Natal, a. 5, v. 4, n. 6, p. 40-41, 1954.
[texto completo]
GÓES, Moacyr de. Gilberto Freyre e a Faculdade de Direito do Recife. Bando. Natal, a. 5, v. 4, p. 27-28, 1954.
[texto completo]
GUERRA, Otto. Admiração antiga. Bando. Natal, a. 5, v. 4, n. 6, p. 38-39, 1954.
[texto completo]
MACHADO, João da Costa. Gilberto Freyre, pioneiro da ação psiquiátrica no Nordeste. Bando. Natal, a. 5, v. 4, n. 6, p. 42-49, 1954.
[texto completo]
MELO, Veríssimo de. O estilista Gilberto Freyre. Bando. Natal, a. 5, v. 4, n. 6, p. 25-26, 1954.
[texto completo]
MENDONÇA, Alvamar Furtado de. O Recife de Gilberto Freyre. Bando. Natal, a. 5, v. 4, n. 6, p. 9-12, 1954.
[texto completo]
MÉLO, M. Rodrigues de. A Minha Edição de "Casa Grande & Senzala". Bando. Natal, a. 5, v. 4, n. 6, p. 34-37, 1954.
[texto completo]
NONATO, R. A hierarquia da "casa grande" nos domínios da formação brasileira. Bando. Natal, a. 5, v. 4, n. 6, p. 17-24, 1954.
[texto completo]
PEREIRA, Nilo. Natal e o sociólogo. Bando. Natal, a. 5, v. 4, n. 6, p. 4-6, 1954.
[texto completo]
PINTO, Lenine. Em Apipucos com Gilberto Freyre. Bando. Natal, a. 5, v. 4, n. 6, p. 32-33, 1954.
[texto completo]
PINTO JÚNIOR. O velho Alfredo. Bando. Natal, a. 5, v. 4, n. 6, p. 29-31, 1954.
[texto completo]
PROFESSOR Gilberto Freyre. Bando. Natal, a. 5, v. 4, n. 6, p. 2-3, 1954. Editorial.
[texto completo]
SIQUEIRA, Esmeraldo. Croniquêta evocativa. Bando. Natal, a. 5, v. 4, n. 6, p. 13-14, 1954.
[texto completo]
VIVEIROS, Paulo de. Gilberto e a nova escola literária de Pernambuco. Bando. Natal, a.5, v. 4, n. 6, p. 7-8, 1954.
[texto completo]
WANDERLEY, Romulo C. Gilberto Freyre, o amigo da liberdade. Bando. Natal, a. 5, v. 4, n. 6, p. 15-16, 1954.
[texto completo]
DIAS, Jorge. O impacto da teoria de Gilberto Freyre sobre a ficção do Nordeste do Brasil: introdução geral à obra de José Lins do Rego. Separata da revista Cosmica. Kyoto: University of Foreigns Studies. p. 315-344, 1957.
Localização do Documento: PE-FUNDAJ/BC
DIAS, Jorge. A formação de Gilberto Freyre: notas sobre a sua contribuição para o estudo da cultura luso-brasileira (1915-1940). Separata da revista Cósmica. Kyoto: University of Foreign Studies, p. 85-102, 1958.
Localização do Documento: PE-FUNDAJ/BC
QUINN, Susan Título: RICHMOND'S MISS LEAO Fonte: Brazil, New York, 33(1):3-5, Apr. 1950
New World in the Tropics. BRAZIL. New York, a. 3, n. 1, p. 10-11, 1959.
"These thought-provoking excerpts fron a new book about Brasil, entitled 'New World in the Tropics', are by one of the world's foremost sociologists and certainly the most outstanding Brazilian in his field. Their publication here is made possible, simultasneously with publication of the bood, by special permission of the publishers - Alfred A. Knopf, Inc., New York, and under copyright l945, 1959. by Gilberto Freyre.
Localização do Documento: FGF/GF - 72

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Década de 1960


AZEVEDO, Aroldo de. A obra de Gilberto Freyre: examinada a luz da geografia. Separata do Boletim Paulista de Geografia. São Paulo, n. 36, p. 74-82, out. 1960.
Apresenta um estudo destinado a comemorar o 25o aniversário do aparecimento do livro Casa-Grande & Senzala, do grande Mestre da Sociologia Brasileira. Relaciona a obra de Gilberto Freyre com a Geografia ressaltando os ensinamentos da Sociologia para melhor entendimento das relações entre o homem e o meio físico, como para compreensão dos problemas referentes à população, à colonização e ao povoamento, às cidades, ao "habitat" rural, à Geografia Agrária e Econômica e à própria Geografia Regional.
Localização do Documento: Biblioteca Nacional
MOTA, Mauro. Gilberto Freyre e o Recife. Deca: Revista do Departamento de Extensão Cultural e Artística. Recife, v. 2, n. 2, p. 9-17, 1960.
Localização do Documento: PE-UFPE/CAC
GILBERTO Freyre visita Portugal. Boletim Bibliográfico L.B.L. Lisboa, n. 23, p. 11-15, 1962.
[texto completo]
BOTSFORD, Keith. Conversation in Brazil with Gilberto Freyre. Encounter. New York, a. 19, n. 5, p. 33-41, nov. 1962.
[texto completo]
TEIXEIRA, Anísio. Gilberto Freyre, mestre e criador da Sociologia. Capturado em 20 dez. 2001. Online. Disponível na internet: http://www.prossiga.br/anisioteixeira/artigos/gil.html
CATÁLOGO da exposição sobre a obra de Gilberto Freyre. Boletim da Biblioteca da Câmara dos Deputados. Brasília, v. 15, n. 3, p. 489-516, set./dez. 1966.
Localização do Documento: PE-UFPE/BC
KAUFMANN, Richard. Casa-Grande & Senzala é comentada por um crítico. Boletim Bibliográfico LBL. Lisboa, n. 23, p. 1-2, 1967.
[texto completo]
Gilberto Freyre. DU. New York, a. 8, n. 7, p. 570-571, jul. 1967.
Brasilianische Literatur.
Localização do Documento: FGF/GF - 83
Brasilien. DED BRIEF. Bonn, p. 14, febr. 1967.
Brasilianische Literatur.
Localização do Documento: FGF/GF - 80
LOETSCHER,Von Hugo. Gilberto Freyre. DU. New York, a. 8, n. 7, p. 570-571, jul. 1967.
Brasilianische Literatur.
Localização do Documento: FGF/GF - 83
CONCEDIDO a escritor brasileiro o "prêmio Aspen", dos Estados Unidos. Cultura. Rio de Janeiro, a. 1, n. 3, p. 27-50, set. 1967.
O Presidente AlvinEurich, do Instituto Aspen, anunciou em junho próximo passado, que a Comissão dêsse Instituto de renome internacional, incumbida de conceder, este ano, a láurea com que são consagrados "indivíduos notáveis por contribuições excepcionalment valiosas para a cultura humana nos setores humanísticos (Filosofia, Literatura, História, Artes Plásticas, Musical)".
Localização do Documento: FGF/GF - 6
Gilberto Freyre, Doutor "Honoris Causa" da Universidade de Münster. Cultura - CFC. Rio de Janeiro, n. 1, v. 6, p. 87-95, dez. 1967.
O Conselheiro Gilberto Freyre, de novembro a dezembro de 1967, proferiu, a convite, uma série de conferências nas universidades alemãs de Münster, onde recebeu o título de Doutor "Honoris Causa", e de Berlim.
Localização do Documento: FGF/GF - 6
ROCHA, Bento Munhoz da. O sociólogo na política. Deutsch - Brasilianische Heftte. Bonn, a. 7, n. 2, p. 1-26, fev. 1968.
"Sabe-o melhor do que ninguém Gilberto Freyre que tanto tem valorizado o regional, compreendido o regional, realçado o regional, amado o regional, sem contudo fazê-lo entrar em conflito com o nacional, mas antes, preparando-o, antecipando-o".
Localização do Documento: FGF/GF - 74.
ENTREGUE a Gilberto Freyre o "La Madonnina", o mais importante dos prêmios culturais italiano. Cultura. Rio de Janeiro, a. 3, n. 22, p. 53-54, abr. 1969.
Acaba de regressar da Europa depois de uma viagem de caráter especificamente cultural que o levou a três países - a Itália, a Espanha e a Portugal - a convite de instituições de saber e centros de estudo, tendo sido seu atendimento ao convite italiano prestigiado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
Localização do Documento: FGF/GF - 6
PASSOS, Claribalte. Universalidade na obra de Gilberto Freyre. Brasil Açucareiro. Rio de Janeiro, v. 78, n. 4, p. 7-8, abr. 1969.
Homenagem e ao mesmo instante fala do lançamento em breve da reedição do seu livro "Açúcar" (Algumas Receitas de Doces e Bolos dos Engenhos do Nordeste) pelo Instituto do Açúcar e do Álcool - sob a responsabilidade do Serviço de Documentação.
Localização do Documento: FGF/GF - 8
CUNHA, Boaventura Ribeiro da. O berço do Açúcar: Embalado por Barléu. Brasil Açucareiro. Rio de Janeiro, v. 37, n. 74, p. 30, jul. 1969.
Lançamento da segunda edição mais ampliada e enriquecida com dados históricos Açúcar, obra em tôrno da sociologia do DOCE do Nordeste Canavieiro do Brasil, obra do grande sociólogo Gilberto Freyre.
Localização do Documento: FGF/GF - 8

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Década de 1970


Universidade e o Trópico. Deutsch - Brasilianische Heftte. Bonn, a. 9, n. 4, p. 218-221, abr. 1970.
"A falta de Universidades de formação portuguêsa do Brasil que, se foi, por um lado, desvantajosa à disciplinação, desde os dias coloniais, de uma cultura sistemática, entre nós, foi, por outro lado, um estímulo a espontaneidades, a iniciativas, a arrojos experimentaism, que aquela disciplinação teria dificultado".
Localização do Documento: FGF/GF - 74.
Görgen, Hermann M. Comentário. Deutsch - Brasilianische Heftte. Bonn, a. 9, n. 4, p. 222-225, abr. 1970.
Comentário feito sobre um artigo escrito neste mesmo número da revista, nas páginas 218-221, que versa sobre a Universidade e o Trópico.
Localização do Documento: FGF/GF - 74.
COLLIER, Maria Elis Dias. NOTAS sobre Gilberto Freyre, inovador e renovador(*). Revista Brasileira de Cultura. Rio de Janeiro, a. 3, n. 7, p. 77-92, jan./mar. 1971.
A autora diz "tentar resumir neste pequeno ensaio, de modo muito ligeiro, o que tem sido e continua a ser a sua vida, destacando dela - uma vida transbordante de atividade intelectual e pessoa e caracterizada pelo que em Gilberto Freyre tem sido independência de compromissos com instituições absorventes. além dessa rara independência de quem considera su ideal um 'anarquismo construtivo'".
Localização do Documento: FGF/GF - 2
[texto completo]
DIÉGUES JÚNIOR, Manuel. Seminário de Tropicologia. Boletim do Conselho Federal de Cultura. a. 1, n. 2, p. 57-58, abr./jun. 1971.
[texto completo]
PENA, Lincoln de Abreu. Nós e a cultura germânica. Histórica. Rio de Janeiro, a. 1, n. 1, p. 81-83, jan./abr. 1972.
[texto completo]
Gilberto Freyre: um criador de símbolos. Revista da Academia Pernambucana de Letras. Recife, a. 73, n. 27, p. 117-120, dez. 1974.
Homenagem à festa dupla: a dos 25 anos do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas sociais e a dos 40 de Casa-Grande & Senzala, com depoimentos de acadêmicos.
Localização do Documento: FGF/GF - 111
DANTAS, Raymundo Souza. Prioridade nos modernoa Estudos Sociais. Brasil Açucareiro. Rio de Janeiro, v. 44, n. 85, p. 13-15, maio 1975.
"Nenhuma cultura ou ciência ou arte ou pensamento moderno pode ser separado, quando mais significativo, de revistas que os anunciem, revelem, registre, comentem, como órgãos intermediários, que são, entre o jornal e o livro. No ritmo em que vivemos atualmente, o livro nem sempre supera a revista em importância".
Localização do Documento: FGF/GF - 8
J. M. Pereira da Costa. Gilberto Freyre lembra as verdades esquecidas. Hora Presente. São Paulo, a. 7, n. 20, p. 233-235, nov. 1975.
Considerações feitas pelo autor do artigo em torno do: "mundo que o português criou", e que desmorona-se. A sua forma , produto da "especialíssima vocação transeuropéia" focalizada pelo mestre brasileiro.
Localização do Documento: FGF/GF - 92
CAVALCANTI, Valdemar, Escritor, e dos Grandes. Convivência. Rio de Janeiro, n. 2, p. 29-33, 1976/1977.
[texto completo]
DANTAS, Pedro. Depoimento sobre Gilberto Freyre. Convivência. Rio de Janeiro, n. 2, p. 34-39, 1976/1977.
[texto completo]
MADEIRA, Marcos Almir. A estilística dos títulos. Convivência. Rio de Janeiro, n. 2, p. 20-23, 1976/1977.
[texto completo]
VILAÇA, Antonio Carlos. O diário de Gilberto Freyre. Convivência. Rio de Janeiro, n. 2, p. 23-28, 1976/1977.
[texto completo]
PEREIRA, Nilo. Gilberto Freyre e Dom Vital. Ciência & Trópico. Recife, v. 6, n. 1, p. 107-120, jan./jun. 1978.
Nesta análise da obra de Gilberto Freyre, em relação ao Bispo de Olinda, há uma sensível exaltação ao problema religioso, e que só pode ser compreendido através do conhecimento do seu tempo. À época - 1870 - o Império passava por uma fase de transição político social, o que assinalava bem o conflito de idéias. O momento era de grandes decisões nacionais e internacionais. A figura do Bispo de Olinda projetou-se na memória das gerações, tornou-se um modelo ideal popularizado pela sua bravura, pelo seu sentimento pernambucano de luta na defesa das nossas tradições de liberdade. Ao assumir o papel histórico que lhe coube, foi um fiel representante de Roma, num Recife tão cheio de impulsos contra o que se considerava o reacionarismo religioso do Vaticano.
Localização do Documento: Biblioteca Nacional / PE-FUNDAJ-BC
RAMOS, Antônio de Padua Franco. Gilberto Freyre revisitado. Ciência & Trópico. Recife, v. 7, n. 1, p. 75-84, jan./jun. 1979.
Entre os diferentes ângulos a partir dos quais podemos observar Gilberto Freyre, fazemos algumas considerações sobre o escritor e o pensador. Os seus escritos, são uma expressão da própria paisagem do seu "mundo interior" vasta, múltipla, plural. No estilo Gilbertiano, logo salta à vista a sensualidade das palavras. O que não é de admirar num escritor que amando a civilização luso-tropical, melhor a compreendeu. Daí o vigor expressional da sua linguagem. Seus recursos de linguagem elevam o texto a um maior nível de beleza. Escrevendo sobre outrem, ele põe a si próprio à mostra. Como sociólogo é preciso dizer que não é possível conhecer o Brasil sem ler Gilberto Freyre. O livro Casa-Grande & Senzala, é o nosso maior trabalho de instropecção. Foi quando o Brasil mergulhou em si mesmo com maior intensidade. Somente alguém que tenha se debruçado sobre o passado, está mais autorizado a interpretar o presente. O nosso mestre encontra-se entre aqueles credenciados perante a Ciência Social em sentido lato para opinar sobre o Brasil, sobre as nações hispanicas e seus "possíveis futuros". Como pensador é indiscutível seu grau de maturidade e sabedoria.
Localização do Documento: Biblioteca Nacional / PE-FUNDAJ/BC
MENEZES, Geraldo Bezerra de. Sociologia da Biografia. Boletim do Conselho Federal de Cultura. a. 9, n. 34, p. 75-76, jan./mar. 1979.
[texto completo]
MENEZES, Geraldo Bezerra de. Gilberto Freyre. Cultura e Fé. Porto Alegre, v. 2, n. 6, personalidades, p. 73-82, jul./set. 1979.
[texto completo]

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Década de 1980


Görgen, Hermann M. Gilberto Freyre - Mestre e Consciência da Nação. Deutsch - Brasilianische Heftte. Bonn, a. 19, n. 1, p. 4-9, 1980.
Ratifica como Ortega y Gasset o designou "pensador de importância universal". Haverá que se dividir a história espiritual do Brasil em datas de: "antes e depois de Gilberto Freyre".
Localização do Documento: FGF/GF - 74.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Talvez poesia. Ciência & Trópico. Recife, v. 8, n. 1, p. 79, jan./jun. 1980.
Publicado também no Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 31 maio 1962. Em Talvez poesia, Gilberto Freyre estréia como poeta. Nas suas páginas se identifica a magia poética do autor. Os versos se deixam desentranhar da prosa clara, corrente, colorida e plástica, e se organizam em poema, como se obedecessem ao comando e a técnica do poeta de ofício. O leitor que ler esse livro ficará admirado ao saber que este poeta é um sociólogo.
Localização do Documento: RJ-FGV/BC
BANDEIRA, Manuel. Nordeste. Ciência & Trópico. Recife, v. 8, n. 1, p. 23-25, jan./jun. 1980.
Este livro possui uma novidade na obra do sociólogo Gilberto Freyre. Estudo ecológico em que se analisa o homem, em suas relações com a terra, o nativo, as águas, as plantas e os animais. O livro conclui que a civilização do açúcar, patológica em todos os sentidos, sobretudo por tornar o homem, o homem do povo, um desajustado, um ser terrivelmente isolado, foi contudo mais criadora de valores políticos, estéticos, intelectuais do que outras civilizações - a pastoril, a das minas, a do café - civilizações mais saudáveis, mais democráticas, mais equilibradas quanto à distribuição da riqueza e bens.
Localização do Documento: RJ-FGV/BC
CORRÊA, Roberto Alvim. Problemas brasileiros de antropologia e continente e ilha. Ciência & Trópico. Recife, v. 8, n. 1, p. 43-46, jan./jun. 1980.
Trabalho publicado também em A Manhã, Rio de Janeiro, 9 maio 1943. A concepção antropológica de Gilberto Freyre inclui o estudo do homem considerado ora individualmente, ora especificamente. Nele a ciência e a arte encontram-se como um todo. É a fusão do espírito científico com o artístico (e com o metafísico e o religioso como em Pascal) que garante a verdade e transmissibilidade de certas obras, demonstradas mais uma vez de modo original e profundo como em Problemas Brasileiros de Antropologia e Continente e Ilha, obra-prima de virtuosidades e variações, sob um tema que Viana Moog defendeu com habilidade e inteligência. Gilberto Freyre nos transmite nestas suas obras eruditas e criadoras que todos os detalhes e nuances brasileiros adquirem um significado e uma realidade digna de ser registrada.
Localização do Documento: RJ-FGV/BC
FIGUEIREDO, Guilherme. Perfil de Euclydes e outros perfis. Ciência & Trópico. Recife, v. 8, n. 1, p. 49-52, jan./jun. 1980.
Trabalho também publicado no Diário de Notícias, Rio de Janeiro, 21 maio 1945. O intérprete social em Gilberto Freyre nos deu as páginas mais vigorosas dos contrastes da nossa vida patriarcal (a casa grande e senzala, o apogeu e a decadência da cana de açúcar) e certamente nos dará outros tantos estudos que prolonguem a história social até nossos dias. O que se pretende salientar é justamente uma contribuição eminentemente literária do sociólogo pernambucano às nossas letras. Gilberto Freyre nos deu com seu estilo uma verdade brasileira intensamente popular. Ao focalizar o que há de "descomunal" na descrição da terra e do homem do sertão euclidiano, a sua linguagem nos convida a uma aproximação com o autor. O seu penetrante estudo do estilo de Euclides, é quase um constante convite, mais uma oferta a comparação com seu próprio estilo. O livro em sua maioria aborda assuntos puramente literários.
Localização do Documento: RJ-FGV/BC
GERSEN, Bernardo. Ordem e Progresso. Ciência & Trópico. Recife, v. 8, n. 1, p. 55-76, jan./jun. 1980.
Trabalho publicado também em O Estado de São Paulo, 7, 14, 21 e 28 jul. e 4 ago. 1962. Trata-se de analogias feitas entre o núcleo da obra sociológica de Gilberto Freyre Ordem e Progresso, e os grandes monumentos romanescos como: A Divina Comédia, Guerra e Paz etc. Nessa comparação dos ensaios com os citados romances cíclicos, o primeiro ítem mencionado diz respeito as afinidades de estrutura e a coicidência entre seus elementos construtivos. O segundo ítem, nos conduz a um nível de significação da obra, e um processo particular de compreensão e de atualização de idéias. O terceiro ítem procura mostrar como o próprio vocabulário dos ensaios de Gilberto reflete um pouco a realidade histórica por ele analisada, constituindo por si, um dos aspectos "genuinamente brasileiros" que ele visa circunscrever, sendo ao mesmo tempo inseparável da psicologia do autor como produto de um modo particular de sentir e apreender o mundo. Essa obra na sua audaciosa aliança de processos romanescos, e de estrutura científica - apresenta contudo como toda obra de arte, alto valor educativo, cívico e humano.
Localização do Documento: RJ-FGV/BC
GUERRA, José Augusto. Retalhos de jornais velhos. Ciência & Trópico. Recife, v. 8, n. 1, p. 89-92, jan./jun. 1980.
Artigo inserido no Correio Brasiliense de 21 de dezembro de 1968. A releitura desses artigos publicados na década de 20, vale por uma lição de jornalismo. Gilberto Freyre aos dezoito e aos vinte anos já trazia quase nítida a feição estilística da maturidade. Esses Retalhos de jornais velhos fazem parte dos alicerces da obra gilbertiana, escritos há quarenta ou cinqüenta anos, são atuais no seu modo de ser gilbertiano. A objetividade e o ritmo tornam o seu estilo um dos mais expressivos entre os dos escritores da língua portuguesa. Nos Retalhos de jornais velhos já se distingüe, não só o ensaísta de Perfil de Euclides e outros perfis, mas o articulista de hoje, o jornalista vigoroso de sempre, e que na hora certa conclui seus escritos com expressão incisiva.
Localização do Documento: RJ-FGV/BC
LINS, Álvaro. Região e Tradição. Ciência & Trópico. Recife, v. 8, n. 1, p. 29-40, jan./jun. 1980.
Trabalho também publicado no Correio da Manhã, Rio de Janeiro 5 a 12 jul. 1941. Este livro sugere a tentativa de fixação de alguns aspectos da história literária e cultural de Gilberto Freyre. Esta obra fruto de sua formação cultural no estrangeiro é aplicada a estudos rigorosamente brasileiros. Parece verdadeiramente colonizadora na sua novidade no seu arrojo, na sua capacidade de se transmitir em herança e de continuar nas novas gerações. O seu estilo apresenta-se ao mesmo tempo, geométrico e poético. Na linguagem como na sua obra, consegue conciliar e harmonizar o nacional e o estrangeiro, o antigo e o moderno, o aristocrático e o popular. É a realidade do homem que procura compreender e definir. Daí o seu regionalismo que constitui a fase inicial dos três ciclos sociais do homem: regional, nacional e universal. Merecem igual atenção na sua obra, a cozinha nordestina e o processo de formação histórica e étnica dos portugueses, africanos e dos indígenas. Estamos em todos os sentidos caracterizados pelas diferenciações e particularidades regionais; marcados pelo destino de uma vida provinciana, que encontra no regionalismo e na tradição, as suas fontes mais saudáveis da organização nacional. Essa vida provinciana aliás se explica pela própria formação histórica do Brasil. E já que formamos um povo numa linha de colonização portuguesa, importa agora defender, desdobrar e completar esta mesma linha histórica e étnica que de colonial passou a nacional.
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MARTINS, Wilson. Seis conferências em busca de um leitor. Ciência & Trópico. Recife, v. 8, n. 1, p. 95-99, jan./jun. 1980.
Artigo publicado em O Estado de S. Paulo, de 6 de agosto de 1966, Suplemento Literário p. 2. Os temas das conferências proferidas por Gilberto Freyre, há dez, vinte anos, são daqueles que conservam permanente atualidade na vida nacional. Gilberto Freyre é tanto na história intelectual brasileira, como na vida intelectual do Ocidente, um grande homem de letras e de ciências. Com sua originalidade pessoal, abriu caminhos novos nas técnicas de estudo do passado, acrescentando alguma coisa ao patrimônio intelectual brasileiro. É natural por isso que nada do que escreva nos possa ser indiferente, e nada é indiferente no que escreve, até mesmo os chamados temas "efêmeros" das conferências ou os temas circunstanciais dos discursos e entrevistas. No caso deste livro ocorre por singularidade, que todos os assuntos tratados são daqueles que dominam a vida brasileira através dos tempos, e que continuam a retornar de época para época com renomada atualidade.
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MERQUIOR, José Guilherme. Além do apenas moderno. Ciência & Trópico. Recife, v. 8, n. 1, p. 103-108, jan./jun. 1980.
Artigo publicado no Jornal do Brasil de 5 de janeiro de 1974, sob o título "Um humanista além da modernidade". Para Gilberto Freyre a evolução do mundo contemporâneo se processa sob o signo de uma verdadeira revolução bio-social, a qual se liga ao crescente aumento de automação, lazer e média de vida humana. No substrato íntimo da revolução bio-social, da sociedade pós-moderna em gestação, a primeira característica surpreendida por ele é a atitude paradoxal do espírito pós-moderno em relação ao tempo histórico. Em Gilberto a constestação da moral "cristã-burguesa" (K. Lowith) não é privilégio dos jovens, pois os velhos também se aliam contra a "burguesia no tempo" numa coligação "júnior-senior". O melhor sinal de saúde dessa contestação, simultâneamente futurista e saudosista, arcaica e prospectiva, estaria no fato de ela não se apresentar como evangelho Messiânico. O pós-moderno em Gilberto Freyre é para além de convincente e estimulante. Um dos seus méritos reside na argúcia com que os temas gerais do processo evolutivo do Ocidente são dialeticamente relacionados com a situação histórica do Brasil.
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RAMOS, Ricardo. D. Sinhá e o filho padre. Ciência & Trópico. Recife, v. 8, n. 1, p. 83-86, jan./jun. 1980.
Artigo publicado em O Estado de São Paulo de 29 de maio de 1965. O efeito que alguns livros podem causar em termos de aceitação excede muitas vezes os seus próprios limites. Será o caso deste D. Sinhá e o filho padre de Gilberto Freyre, obra de ficção. Nele o principal elemento de dispersão reside na figura do autor solidamente aureolada num terreno estranho a ficção. A história relata a figura de um seminarista, e sua relação com um ex-colega de colégio, colocando as questões do homossexualismo, das distorções, trazidas por uma educação mal orientada, uma formação católica um tanto caricatural, numa atmosfera propícia ao agravamento de tais problemas.
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RIBEIRO, João. Casa-Grande & Senzala. Ciência & Trópico. Recife, v. 8, n. 1, p. 9-11, jan./jun. 1980.
Comentário sobre a grande obra de Gilberto Freyre Casa-Grande & Senzala. O livro é um estudo da formação da família brasileira sob o regime de economia patriarcal. Explica o feitio da sociedade colonial e imperial, a mania de superioridade, e a aristocracia alicerçada sobre escravos. É um livro brasileiro de grande sentimento nacional que honra as nossas letras e a nossa cultura. Trabalho também publicado no Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 31 jan. 1934.
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SOUZA, Octávio Tarquinio de. Sobrados e Mucambos. Ciência & Trópico. Recife, v. 8, n. 1, p. 15-19, jan./jun. 1980.
Sobrados e Mucambos de Gilberto Freyre, é uma obras de história social, no sentido mais rigoroso da técnica sociológica. Com Casa-Grande & Senzala tem o mesmo tema central de interesse - a casa. Aqui ela é investigada nos seus mínimos detalhes. Demonstra como a paisagem social do Brasil se foi modificando no sentido de uma urbanização crescente. Com a decadência do patriarcalismo rural, as distâncias foram se atenuando e os antagonismos diminuindo. Tem toda razão Gilberto Freyre quando afirma que o característico mais vivo do ambiente social brasileiro é hoje reciprocidade entre as culturas, tornando mais rápida e possível a ascenção de um indivíduo de uma classe a outra.
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MARINHO, Luciano. Um depoimento oportuno. Revista da Academia Pernambucana de Letras. Recife, a.79, n. 29, p. 12, maio/jun. 1980.
Faz referência à posse da diretoria da APL pela terceira vez consecutiva de Mauro Mota. E nesta solenidade Gilberto Osório faz uma conferência sobre "aTropicologia e a Obra de Gilberto Freyre", onde se patenteava uma justíssima homenagem da Academia aos oitenta anos de vida do Mestre de Apipucos.
Localização do Documento: FGF/GF - 111
VASCONCELLOS, Gilberto. A propósito de Casa-Grande & Senzala meio século depois. Deutsch - Brasilianische Heftte. Bonn, a. 24, n. 3, p. 150-157, maio/jun. 1985.
"Como o livro em questão ainda que apresente farta e idônea pesquisa sobre as relações entre senhor e escravo, coloca em plano essencial a conexão luso-trópico ao invés de atribuir exagerada importância à idéia, sociologicamente tão sedutora, de uma ciência da colonização".
Localização do Documento: FGF/GF - 74.
Gilberto Freyre, ano 80. Revista da Academia Pernambucana de Letras. Recife, a.79, n. 29, p. 32-37, maio/jun. 1980.
Homenagens aos 80 anos de GF, incluindo programação estadual, cultural e nacional; com simpósios, carnaval, missa concerto, honrarias, premiação, uma pequena resenha de tudo que foi feito para a comemoração de aniversário devidamente festejado, inclusive no âmbito nacional.
Localização do Documento: FGF/GF - 111
MELO, Clóvis. Othon e "Antônio Chimango". Revista da Academia Pernambucana de Letras. Recife, a.79, n. 29, p. 39, maio/jun. 1980.
Em festa do 1º Centenáio de nascimento do grande patrono da APL: Othon Bezerra de Melo, onde GF proferiu paletra sob o título de Homens Formigas e Homens Cigarras.
Localização do Documento: FGF/GF - 111
FONSECA, Edson Nery. A fortuna crítica de Gilberto Freyre. Revista da Academia Pernambucana de Letras. Recife, a.79, n. 29, p. 51-54, maio/jun. 1980.
Onde esta fortuna crítica é dimensionada através da curva das edições, pelas traduções, adaptações, imitações, avaliações e também pela influência literaria ou espiritual que exercem. Esse valor humano da obra de GF é que lhe dá perenidade e até popularidade.
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A propósito de Gilberto Freyre internacional. Revista da Academia Pernambucana de Letras. Recife, a.79, n. 29, p. 55, maio/jun. 1980.
Discorre sobre a Tropicologia, melhor, sobre o Seminário de Tropicologia, onde ainda não de todo ocupando o lugar que merece, desta a natureza internacionalista de substancial capítulo da gilbertiana.
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FONSECA, Célia Freire de A. A economia do Século XVI e a capitania de Pernambuco: (sobre a colonização portuguesa e a obra de Duarte Coelho. Revista da Academia Pernambucana de Letras. Recife, a.79, n. 29, p. 56-59, maio/jun. 1980.
Contribuição de GF em sua obra pioneira da estirpe dos personagens citados.
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BURITY, Glauce Maria Navarro. A mulher na obra sociológica de Gilberto Freyre. Boletim do Departamento de História. Recife, v. 4, n. 6, p. 57-78, abr./jun. 1981.
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BRIGGS, Asa. Gilberto Freyre e o estudo da história social. In: GILBERTO Freyre na Universidade de Brasília: conferências e comentários de um simpósio internacional realizado em Brasília de 1980. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1981. p. 27-41.
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MATOS, Potiguar. Gilberto Freyre, historiador. Ciência & Trópico. Recife, v. 10, n. 1, p. 37-63, jan./jun. 1982.
Introdução aos estudos do pensamento gilbertiano do ponto de vista histórico. As coordenadas do historiador são o tempo/espaço. É, exatamente, a concepção do tempo de Freyre trabalhada por um enfoque metodológico, o que fortalece e enriquece sua abordagem, extremamente original, do homem e ilumina, com poderosa singularidade, a sua compreensão do discurso histórico.
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MARCONDES, J. V. Freitas. Gilberto Freyre e o cinqüentenário de Casa-Grande & Senzala. Problemas Brasileiros. São Paulo, n. 20, v. 226, p. 6-14, ago. 1983.
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GORGEN, Hermann Matthias. Gilberto Freyre: tentativa de introdução a sua obra. Ciência & Trópico. Recife, v. 11, n. 2, p. 187-194, jul./dez. 1983.
O método de Gilberto Freyre se compõe de um grande número de técnicas, instrumentos e processos de pesquisa extremamente diferenciadas que contribuem para uma nova Metodologia Sociológica e Antropológica. Foi o primeiro a introduzir no Brasil o conceito de área cultural, sendo o "pioneiro da interpretação histórico-cultural" completada pela antroposociocultura da formação brasileira. Os métodos de Gilberto Freyre vêm influenciando também as teorias raciais da atualidade colocando-se contra toda espécie de determinismo evolucionista, sem contudo desconhecer os componentente físicos da existência humana. Segundo esta teoria não há inferioridade ou superioridade humana, psíquica, física ou intelectual exclusivamente fundada em elementos biológicos. Gilberto Freyre encontra a contribuição do índio para a formação cultural do Brasil e pesquisa as relações do colonizador português com os ameríndios e o papel do escravo negro na família patriarcal. Criou o conceito "lusotropicologia", que consiste no estudo sistemático do processo de integração sócio-ecológico dos portugueses e de seus descendentes em ambiente tropical. Reconhecido como escritor da mais alta força de expressão, seu trabalho influencia especialmente a Geografia, a História, os estudos de Literatura Romântica e Anglo-Saxônica, a Medicina, a Arte, a Arquitetura, a Filosofia, a Antropologia, a Sociologia e a Ciência do Direito.
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MOREIRA, Adriano. Metodologia gilbertiana. Ciência & Trópico. Recife, v. 11, n. 2, p. 195-203. jul./dez. 1983.
O conceito de Casa-Grande & Senzala aparece esculpido sobre uma realidade descrita que não omite nenhum dos elementos em que as ideologias do conflito dialético gostam de basear as suas críticas da proposta gilbertiana, e encontrar demontrado o modelo ideológico que lhes serve de guia. A questão que é sempre posta na sua obra é a de ver corretamente, nas observações, na riqueza das imagens, na longa observação da longa história, assimindo o tempo como mesa de trabalho e os eventos como elementos que se agregam e racionalizam por intermédio do observador, com abstração do tempo, para construir o conceito valorativo unificador, para captar a emergência que representa a criação.
Localização do Documento: RJ-FGV/BC
MOTA, Mauro. A gênese de Casa-Grande & Senzala. Ciência & Trópico. Recife, v. 11, n. 2, p. 205-211, jul./dez. 1983.
Pode-se afirmar que Casa-Grande & Senzala começou quando Gilberto Freyre, aos dez anos, e em férias escolares esteve no Engenho São Severino dos Ramos, de propriedade dos Souza Mello, seus ascedentes maternos. Em cima do cavalo Vesúvio o escritor vislumbra um território além, muito além do quintal de casa, do pátio do colégio, das ruas do bairro da Capunga. Do seu posto de observação vê surgirem partidos de cana, casa de moradores, engenhos mais próximos, embora, no próprio São Severino dos Ramos estivesse dentro de um mundo que, nos seus estudos sociais, iria habitar para o resto da vida. Casa-Grande & Senzala é um livro múltiplo pois abrange Sociologia, Antropologia, História, ensaio literário, inovações lingüísticas e poesia.
Localização do Documento: RJ-FGV/BC
MOTTA, Roberto. Gilberto Freyre: raça, religião e modelos de histórias. Ciência & Trópico. Recife, v. 11, n. 2, p. 213-226, jul./dez. 1983.
Autores como Marvin Harris e Carl Degler, na medida em que propõem explicações ecológicas e econômicas para explicar a interpenetração de raças no Brasil, não rompem, porém continuam com uma das principais linhas de entendimento adotadas em Casa-Grande & Senzala. No entanto, Gilberto Freyre também atribui grande importância a fatores éticos e religiosos, aos quais se opõem aqueles que, sem suficiente base empírica, defendem um modelo de história que só reconhece a operação de fatores materiais.
Localização do Documento: PE-FUNDAJ/BC / J-FGV/BC
TRIGUEIROS, Luis Forjaz. Um livro que somente Gilberto Freyre poderia ter escrito. Ciência & Trópico. Recife, v. 11, n. 2, p. 227-234, jul./dez. 1983.
Escritores, pensadores, profundos conhecedores da obra gilbertiana, nos fornecem com seus depoimentos, subsídios para aquilatar a profundidade e a importância histórica e cultural de Casa-Grande & Senzala. Depoimentos como o de Eduardo Portella, que nos deu uma das mais autênticas definições da obra, qualificando-a de "abrangente e jamais concludente". Darcy Ribeiro comparou-a ao que a obra de Cervantes representa para a Espanha, a de Camões para Portugal, a de Tolstoi para a Rússia. Casa-Grande & Senzala, é em muitas de suas páginas o exame de vocação multi-racial do português. O pioneirismo do livro é hoje reconhecido por todos. Gilberto Freyre usou processos então originais e que chamou de pluralismo metodológico. Demonstrou, pela primeira vez, a importância da mestiçagem na formação do brasileiro, dignificou-a, fundamentando-se em sua concepção de metarraça, de caldeamentos culturais. De igual modo analisou a significação e conseqüências do sincretismo religioso no Brasil. Casa-Grande & Senzala é uma obra germinal.
Localização do Documento: PE-FUNDAJ/BC / RJ-FGV/BC
VASCONCELLOS, Gilberto. Apipucos quase sem aspas: gosto sublimado, gosto gozado. Ciência & Trópico. Recife, v. 11, n. 2, p. 235-240, jul./dez. 1983.
Ao contrário do que se imagina nos meios estudantis universitários, a vocação sociológica de Gilberto Freyre é profundamente democrática. Diferente de outros escritores nordestinos em que se observa o horror do mato, não se pode afirmar que o autor de Casa-Grande & Senzala lastime o atraso da industrialização no Brasil. A elite intelectual de país atrasado que se industrializa costuma gostar de valorizar mais o mundo urbano-industrial do que a roça, mesmo que nos casos em que se sublinha com ênfase que um e outro estão dialeticamente interligados. Gilberto Freyre cria neologismo a fim de conciliar as duas coisas. Rurbanidade.
Localização do Documento: PE-FUNDAJ/BC / RJ-FGV/BC
VEIGA, Glaucio. Um pensador dialético. Ciência & Trópico. Recife, v. 11, n. 2, p. 241-256, jul./dez. 1983.
Todos os sistemas de pensamento não são "conclusivos". Eles precisam, de tempos em tempos, de constantes "releituras". As condições sociais e econômicas de cada época são como novos olhos, uma nova visualização. Ao se aguçarem as contradições políticas com a queda da ditadura do Estado Novo, o único texto interpretativo dos anseios populares seria Casa-Grande & Senzala, defendendo a miscigenação, o mulatismo e o negro. Uma saudação aos vencidos e marginalizados, exibindo sem cerimônia as raízes de negritude como um dos parâmetros básicos de nossa cultura.
Localização do Documento: RJ-FGV/BC
CRISTOVÃO, Fernando Alves. A linguagem de Casa Grande & Senzala. Ciência & Trópico. Recife, v. 12, n. 1, p. 49-63, jan./jun. 1984.
O que melhor caracteriza a linguagem e estilo de Gilberto Freyre é a capacidade de realizar uma adequação completa entre estilo-linguagem-realidade. Casa-Grande & Senzala lança as bases de uma teoria - a do luso-tropicalismo - cuja construção prosseguirá ao longo de mais de uma dezena de títulos. São justamente as características inerentes ao português - de plasticidade, mobilidade, erotismo, complexidade, antagolismos superados -, que caracterizam a linguagem plástica e miscigenada de Casa-Grande & Senzala. Uma outra faceta que tipifica a linguagem do livro é o exotismo difuso e globalizante, a dualidade existente entre o caráter aristocrático e dominante do discurso, e o plebeismo de certo vocabulário e figuras de estilo. Há em toda a obra um vaivém contínuo entre essas duas linguagens. A técnica gilbertiana de redigir consiste numa multidão de idéias, fatos, citações, referências, comentários que são lançados à cada página de modo aparentemente desordenado e repetido, mas logo retomado, sem deixar um só detalhe omitido.
Localização do Documento: Biblioteca Nacional / PE-FUNDAJ/BC
CRISTOVÃO, Fernando Alves. A ficção de Gilberto Freyre como produto de sua obra sociológica. Ciência & Trópico. Recife, v. 12, n. 2, p. 195-210, jul./dez. 1984.
Várias das idéias mestras do pensamento freyriano estão presentes em D. Sinhá e o Filho Padre, sobretudo na análise do protagonista José Maria, expressão do tipo de civilização e cultura que se desenvolveu no Nordeste açucareiro. A família brasileira tem sido um dos grandes temas de Gilberto Freyre. O romancista deixa transparecer o sociológo, sendo notável a analogia entre o protagonista da obra e o bispo D. Vital. Na trama ficcional, sente-se a presença do regionalismo como acesso ao universal e a influência francesa na cultura brasileira. A ficção de Gilberto Freyre é recurso para utilização literária como modalidade do saber, prolongando-se este em saber científico.
Localização do Documento: Biblioteca Nacional / PE-FUNDAJ/BC
LIMA, Maria Helena de. O Luso-tropicalismo de Gilberto Freyre. Nordeste Econômico. Recife, a. 14, n. 11, p. 6-7, nov. 1983.
Foi condecorado com a Grâ-Cruz de Santiago de Espada, pelo cinqüentenário de Casa-Grande & Senzala, já em 1962 Gilberto Freyre fora investido no grau de Doutor Máximo da Universidade de Coimbra e então condecorado com a Grâ Cruz de Cristo. Esse homem misto de historiador, sociólogo e antropólogo, humanista e etnólogo que, com essa obra monumental, deu ao mundo a maior contribuição escrita e viva da formação da nacionalidade brasileira
Localização do Documento: FGF/GF - 78.
FONSECA, Edson Nery. Sobrados e Mucambos: Outro livro de Gilberto Freyre que completa meio século. Suplemento Cultural [Diário Oficial/Secretaria de Cultura - Estado de Pernambuco. Recife, a.1, n. 5, p. 4-5, 19 dez. 1986.
Quase "em branca nuvem" passou o cinqüentenário de Sobrados e Mucambos, parente pobre de Casa-Grande e Senzala.
Localização do Documento: FGF/GF - 97
VELHO, Gilberto; BENJAMIN, César; AREIAS, Cilene Vieira. A grande casa de Gilberto Freyre. Ciência Hoje. São Paulo, v. 3, n. 18, p. 83-87, maio/jun. 1985.
Entrevista com vistas à sua formação inédita do Brasil da época de antropologista, mestrado, e a falta de interlocutores em 1923, sobre a criação do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, e considerações sobre o livro Casa-Grande e Senzala.
Localização do Documento: FGF/GF - 102
MACHADO, Manoel Cabral. Gilberto Freyre e a sociologia no Brasil. Ciência & Trópico. Recife, v. 13, n. 2, p. 217-232, jul./dez. 1985.
O Brasil do século XIX não possui um pensamento científico autônomo, por não possuir as condições sociais adequadas. Nessa época o saber sociológico europeu chegava ao Brasil como uma novidade intelectual. Só a partir de Gilberto Freyre, com seu livro Casa-Grande & Senzala - publicado em 1963, é que mudam os rumos da reflexão sociológica. Os fatos sociais passam, agora, a ser subordinado a padrões científicos de investigação empírica, tanto pela reconstrução do passado histórico e sua respectiva documentação como pela pesquisa direta que o trabalho de campo permite. Em conseqüência, Gilberto Freyre é um marco na sociologia do Brasil, pelos seus métodos de trabalho e pela sua interpretação do social, especialmente da realidade brasileira. Casa-Grande & Senzala provoca uma repercussão no mundo literário, atraindo a atenção de críticos da categoria de João Ribeiro e outra, na Ciência Social, acarretando uma revolução cultural. Por força da revolução freyriana, a Sociologia no Brasil ganha padrões científicos e inicia, - mediante cursos universitários e a presença de professores estrangeiros - a primeira geração de especialistas em Ciências Sociais.
Localização do Documento: Biblioteca Nacional / PE-FUNDAJ/BC
JUREMA, Aderbal. Meio século de um livro. Revista da Academia Pernambucana de Letras. Recife, a. 84, n. 30, p. 10-17, dez. 1985.
A importância do livro "Casa-Grande & Senzala", onde 'sem exagero podemos dizer que a interpretação da História Social do Brasil está dividida em duas fases: antes e depois desta publicação'.
Localização do Documento: FGF/GF - 111
NEVES, Luis Filipe Baeta. Gilberto Freyre, sociologue. Societés. Paris, v. 2, n. 7, p. 37-40, fev. 1986.
MIRANDA, Maria do Carmo Tavares de. Interdisciplinaridade e transdisciplinaridade do seminário de tropicologia. Ciência & Trópico. Recife, v. 14, n. 1, p. 27-31, jan./jun. 1986.
Com o objetivo da compreensão do Homem Situado, a Tropicologia e as atividades do Seminário de Tropicologia estabelecem a inter-relação entre diversos e diferentes tipos de experiência do viver concreto do Homem, habitante do Trópico. São estudos teóricos e práticos, humanísticos e científicos que se interligam em abordagens interdisciplinares e transdisciplinares. Esta asticulação polar de complementaridade ou que converge entre si, ao mesmo tempo exige abertura de perspectiva e transcendência de limites, como integralizadora e qualitativa do conhecimento e se distingue essencialmente do dispor acumulativo da pluridisciplinaridade. A partir da dialética do ver confirma-se uma articulação entre diversidade de conhecimentos e visão objetiva da realidade que tenta pronunciar a verdade sobre as coisas e que sempre exige reaproximações sucessivas, sobretudo quando se trata da verdade do homem, ser encarnado, seus valores, suas energias criadoras, sua finalidade.
Localização do Documento: Biblioteca Nacional / PE-FUNDAJ/BC
VILA NOVA, Sebastião. Gilberto Freyre a sociologia com arte. Suplemento Cultural [Diário Oficial/Secretaria de Cultura - Estado de Pernambuco. Recife, a. 1, n. 12, p. 3, jul. 1987.
Discorre sobre a obra de GF e lamenta sua morte.
Localização do Documento: FGF/GF - 97
ANDRADE, Manuel Correia de. Gilberto Freyre e a geração de 45. Ciência & Trópico. Recife, v. 15, n. 2, p. 147-156, jul/dez. 1987.
Procura analisar as razões que levaram os estudantes de Pernambuco a aceitarem a liderança de Gilberto Freyre na campanha em favor da redemocratização do Brasil e da derrubada do Estado Novo (1944/45). Para se compreender esta convergência político-ideológica procura-se salientar as tendências políticas dominantes no meio estundantil - dos váris grupos que se aliaram na luta contra o governo - e a ação intelectual e política que Gilberto Freyre vinha desenvolvendo desde a década de 20. Ação de valorização dos usos e costumes regionais, de defesa das culturas oprimidas - indígenas e afro-negras - de defesa da miscigenação e contra os preconceitos raciais e de luta pela liberdade. Posições que se efetivaram tanto na defesa do patrimônio ecológico como na luta contra a ditadura e os abusos de poderes ocorridos durante o Estado Novo.
[texto completo]
BASTOS, Elide Rugai. Gilberto Freyre: a sociologia como sistema. Ciência & Trópico. Recife, v. 15, n. 2, p. 157-164, jul./dez. 1987.
Gilberto Freyre pertence a uma linhagem de escritores ensaístas que desenvolveram seus trabalhos na década de 30. O traço mais geral dos seus trabalhos é uma "obsessão explicativa do Brasil", voltada para as raízes de nossa formação. Em seus trabalhos pós-30, o escritor busca tanto a construção dos instrumentos analíticos novos, como uma nova interpretação da história social brasileira, que marcará profundamente a reflexão sobre o social. Gilberto Freyre representa um momento de passagem, o fechamento de um ciclo, quando a teoria social deixa de apresentar-se como manifestação dispersa e surge como um sistema: a sociologia. Neste sentido, é o último pensador de um período e o primeiro de uma nova etapa. O assunto básico da sociologia gilbertiana é o conhecimento do senso comum da vida cotidiana. As posições assumidas por Gilberto tornam sua obra elemento importante no jogo das forças políticas.
[texto completo]
BENCHIMOL, Samuel. O "encantamento de Gilberto Freyre". Ciência & Trópico. Recife, v. 15, n. 2, p. 165-168, jul./dez. 1987.
Os sábios e mestres não desaparecem, eles simplesmente se encantam, como no mundo das fantasias. A sociedade brasileira sofreu o trauma cultural do encantamento de Gilberto Freyre. Sua vasta bibliografia reflete a sua vivência e sabedoria a respeito do Brasil tropical. Seu lusotropicalismo era um modo de ser localizado no espaço mais ou menos quente de nossa terra, e por motivos histórico-culturais havia recebido a contribuição cultural de outros povos. Deixou-nos uma grande lição tropicalista como resultado de seus profundos estudos e observações sobre a sociedade rural e urbana do Brasil, a ponto de preconizar, em uma de suas obras a formação entre nós de uma sociedade rurbana - a integração dos valores rurais com os urbanos - como uma solução para os males decorrentes da inchação das grandes cidades. Participou intensamente da vida brasileira dedicando grande parte dela à divulgação de seus trabalhos, participando das palestras, conferências e debates.
[texto completo]
FONSECA, Edson Nery da. Gilberto Freyre conciliador de contrários. Ciência & Trópico. Recife, v. 15, n. 2, p. 169-174, jul./dez. 1987.
Aborda assuntos que servem de fundamento para o conhecimento da personalidade e da história literária de Gilberto Freyre. Depois de estrear em 1933 com seu livro Casa-Grande & Senzala, iniciando o mais abrangente painel de análise psicossocial de nossa formação histórica, seu segundo livro foi Guia Prático Histórico e Sentimental da Cidade do Recife. Viajou muito como professor visitante de universidades norte-americanas e européias, mas sempre regressando ao Recife. Foi um exemplo vivo da difícil mas possível conciliação entre a vivência provinciana e a modernidade universal. Sua obra e sua vida foram objeto de verbetes nos repertórios biográficos universais. Não existe área cultural brasileira que tenha escapado à sua atenção e ao seu interesse de pensador social e escritor literário. Pioneiro na criação de palavras expressivas dos diferentes ethos brasileiros. Atente-se ainda para o seu "tempo tríbio", em que passado, presente e futuro estão dinamicamente inter-relacionados. A permanente conciliação de contrários é um dos aspectos mais fascinantes da personalidade e da obra freyriana.
[texto completo]
KUJAWSKI, Gilberto de Mello. Gilberto Freyre e seu projeto de escritor. Ciência & Trópico. Recife, v. 15, n. 2, p. 175-186, jul./dez. 1987.
Analisa a personalidade de escritor de Gilberto Freyre, cuja preocupação com o estilo fê-lo criar o seu próprio; intimista e sensual. A sua obra inteira vem animada e enformada por intenção essencial de conhecimento, de saber, de ciência. Em seu livro Como e por que sou e não sou sociólogo, esclarece o que é a "sociologia genética". Ao contrário genético, acrescentava o ecológico, uma interpretação no homem vivo, sua condição de homem situado no tempo e no espaço. O seu projeto de escritor foi a máxima integração de sua personalidade de analista e pensador social. Foi novelista e poeta bissexto, mas o seu forte mesmo sempre foi o ensaio. A partir de Casa-Grande & Senzala ensaística de Gilberto Freyre desenvolver-se-ia como uma das mais ricas e originais da língua portuguesa.
[texto completo]
MARCONDES, J. V. Freitas. Gilberto Freyre, Casa-Grande & Senzala e a escravidão negra. Ciência & Trópico. Recife, v. 15, n. 1, p. 41-54,
jan./jun. 1987.
O mundo nestes últimos cem anos mudou mais que em todos os séculos reunidos da história. Poderíamos dizer o mesmo no tocante ao problema do negro, mais especificamente no Brasil e nos Estados Unidos. Destacamos a grande contribuição do mestre, ao estudo do preto escravo e da História Social no Brasil, analisando o regime patriarcal monocultor e dando especial ênfase ao tema: "o escravo negro na vida sexual e de família do brasileiro", revelando aspectos pioneiros neste campo. O Brasil foi um dos últimos países a decretar a abolição da escravatura. A miscigenação das três raças (índios, portugueses e pretos) foi enorme. Este processo no Brasil, constitui a única democracia existente no mundo. É claramente evidenciado o grau de morenidade do povo brasileiro. Em páginas bastante esclarecedoras, faz uma análise mais antropológica que sociológica dos estoques de negros africanos, ressaltando que o Brasil recebeu melhores elementos que os outros países. A miscigenação no Brasil foi maior que a aculturação. Nos Estados Unidos deu-se o contrário: uma maior aculturação e menor miscigenação, isto comprovado pelo "status" elevado em centenas de profissões de negros. São analisados inúmeros aspectos da casa patriarcal, dos escravos, da religião. Neste ensaio sobre a obra-prima do Mestre, foram enxertadas algumas contribuições históricas e quantitativas fugindo um pouco ao roteiro de Casa-Grande & Senzala. Completando-se acrescenta-se uma comparação entre os dois países que mais receberam escravos africanos, Brasil e Estados Unidos, nos séculos XVI e XVIII, incluindo no período de colonização dos imigrantes que vieram substituir o braço escravo que se iniciou no século passado.
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MIRANDA, Maria do Carmo Tavares de. A tropicologia como fenomenologia. Ciência & Trópico. Recife, v. 15, n. 2, p. 193-198, jul./dez. 1987.
A configuração da Tropicologia como uma Fenomenologia baseia-se no seu objetivo de estudo do homem situado no Trópico, tentando compreender as relações entre o Homem, a Natureza e a História, através de temas descritivos. Visando abarcar a totalidade da experiência humana, a Tropicologia procura considerá-la e refleti-la nos seus modos de ser a partir da categoria da situação, abarcando fatos, ações individuais, inter-relação do indivíduo com o seu meio e com a sociedade, revelando assim a complexidade de atitudes do Homem situado no Trópico.
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MOREIRA, Adriano. Em lembrança de Gilberto Freyre. Ciência & Trópico. Recife, v. 15, n. 2, p. 187-192, jul./dez. 1987.
O que ocorre ao se meditar sobre Gilberto Freyre na sua relação com as ciências humanas em geral, é que foi o primeiro teorizador da ação secular dos portugueses no mundo. Fixou a fronteira do mundo que o português criou, e procurou caracterizar os resultados obtidos e fixados nesse espaço-tempo, usando a fórmula sintetizadora, que se tornou célebre, do lusotropicalismo. Essa teoria, muito bem defenida nas suas obras: O Mundo que o Português Criou, Casa-Grande & Senzala e com importância fundamental, Aventura e Rotina. As suas idéias têm a imortalidade que ultrapassa a nossa passagem pelo mundo. Ficam à espera de que alguém as encontre, na descoberta constante do que já foi dito que é grande parte da tarefa dos homens vivos. A sua presença no pensamento português é profunda e definitiva.
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MOUTINHO, José Geraldo Nogueira. Gilberto entre Euclides e Nabuco. Ciência & Trópico. Recife, v. 15, n. 2, p. 199-204, jul./dez. 1987.
Euclides da Cunha e Gilberto Freyre, são espíritos rigorosamente sincrônicos, inscrevendo-se ousadamente nas correntes principais e avançadas do tempo histórico em que viveram. Ambos imortalizaram-se através de suas obras: Os Sertões e Casa-Grande & Senzala. Dois gigantescos tratados brasileiros separados por dois decênios. Euclides da Cunha angustiava-se com o futuro, em Gilberto Freyre a perspectiva era invertida: o que o inquietava era o passado, as origens. Nele o que era fundamentalmente importante além dos contrastes e confrontos com Euclides, eram as luminosas afinidades com Joaquim Nabuco. Ambos, Joaquim Nabuco e Gilberto freyre inteligências universais, pernambucanos de boa cepa, irremediável e medularmente brasileiros.
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PEREGRINO, Maria Graziela. Gilberto Freyre orientador e diretor do CRPE do Recife. Ciência & Trópico. Recife, v. 15, n. 2, p. 205-214, jul./dez. 1987.
Procura sistetizar a atuação de Gilberto Freyre nos primórdios do Centro Regional de Pesquisas Educacionais do Recife, destacando o papel desempenhado pelo sociólogo e antropólogo pernambucano como orientador da entidade. Resgatando parte da história do CRPE do Recife, salienta os objeticos da instituição criada por Anísio Teixeira, com o substancial apoio de Gilberto Freyre, numa fase significativa para as Ciências Sociais do Nordeste, no final da década de 50 e início da de 60, mediante propostas, que se concretizaram, de realização de pesquisas educacionais centradas na problemática socioeconômica, cultural e educacional do Nordeste. Mostra, também, as preocupações do sociólogo com os problemas da educação primária, no Recife, sobretudo com a criação e o funcionamento da Escola Experimental do CRPE, destinada a crianças da periferia urbana. Afinal, remete o leitor à reflexão sobre um evento que marcou a vida do Centro, que foi a promoção, em nível de excelência, do II Colóquio Teuto-Brasileiro, em 1968, que reuniu especialistas famosos de Ciências Sociais do Brasil e da Alemanha, mediante a adoção de uma metodologia interdisciplinar, acontecimento que projetou o
CRPE do Recife, em plano internacional.
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PESSOA, Dirceu. O legado de Gilberto Freyre e o desafio da democracia. Ciência & Trópico. Recife, v. 15, n. 2, p. 215-216, jul./dez. 1987.
Gilberto Freyre dedicou toda a sua vida e sua obra à interpretação de nossa sociedade. Deixou-nos vários legados, mas o que parece ter sido a chave do seu sucesso é, sobretudo, o caráter de oportunidade de sua obra. A sociedade brasileira se embeveceu do retrato que dela lhe pintou Gilberto Freyre. O seu livro Casa-Grande & Senzala exerceu um papel fundamental na imaginação e na modelagem deste meio século de nossa história. Essa modelagem colonial sistetizada neste livro no tripé do latifúndio/ da monocultura de exportação/ e do trabalho escravo plantou entre nós as sementes da concentração e do autoritarismo cuja erradicação tem o nome preciso: reforma agrária.
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REALE, Miguel. Gilberto Freyre e sua vocação filosófica. Ciência & Trópico. Recife, v. 15, n. 2, p. 217-224, jul./dez. 1987.
Observa-se na obra de Gilberto Freyre, não só a colocação prévia de problemas de ordem filosófica, como também o desenrolar de uma série de atitudes axiológicas que transcedem os limites da pesquisa científico-positiva. Ele não esconde o sentido dialético do seu pensamento, por conceber a Sociologia como "uma Ciência de contradições", como também explicitamente que os seus estudos da sociedade brasileira exprimem uma filosofia do fusionismo étnico e social brasileiro". O que o preocupa é o problema da integração dos antagonismos, a conciliação de nossas vivas contradições. Perdura em sua obra predominante amor ao passado, prevalecendo uma tendência do seu espírito no sentido de buscar as fontes germinais da experiência social. Há toda uma dialética de complementaridade subjacente às formas gilbertianas de nossa compreensão histórico-social. Na leitura da obra gilbertiana, os espíritos filosóficos encontrarão sempre sugestões e estímulos no sentido de uma filosofia que não separe a teoria prática, mantendo sempre um sentido de
integralidade entre os valores, tendo como centro a relação entre o homem e a terra.
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WESTPHALEN, Cecília Maria. Lições de Gilberto Freyre aos historiadores. Ciência & Trópico. Recife, v. 15, n. 2, p. 225-230, jul./dez. 1987.
Na leitura da trilogia de Gilberto Freyre encontram-se as muitas e magistrais lições deixadas por ele, aos historiadores. O historiador trabalha com fontes, busca nelas suas evidências, as provas da sua hipótese. A história se faz com documentos escritos, mas se não os tem o historiador utiliza toda a sua engenhosidade para fabricar os dados necessários ao seu trabalho. Neste sentido Gilberto Freyre deixou-nos uma vasta seleção de manuscritos, bibliografias, documentos pessoais, índices, enfim uma grande e variada fonte de informações que se constitui complemento necessário à compreensão de sua obra. As suas notas são encontros intelectuais entre o leitor e o autor, criados por sua notável erudição, e sua capacidade e pertinência heurística. Deixou aos historiadores a imaginação criativa e a ousadia de criar.
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BASTOS, Elide Rugai. Etnias e culturas na obra gilbertiana: o negro. Ciência & Trópico. Recife, v. 16, n. 1, p. 29-37, jan./jun. 1988.
Baseado nos livros Casa-Grande & Senzala, Interpretação do Brasil, Novo Mundo nos Trópicos e O Escravo nos Anúncios de Jornais Brasileiros do Século XIX, o artigo pretende abordar o tratamento dado por Gilberto Freyre ao problema do negro, no seio de sua obra. Para tanto, relaciona a questão racial com dois outros componentes da interpretação gilbertiana: o patriarcalismo e o trópico.
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MOREIRA, Adriano. Recordação de Gilberto Freyre. Ciência & Trópico. Recife, v. 18, n. 2, p. 151-158, jul./dez. 1988.
Uma evocação pessoal e um testemunho sobre o homem Gilberto Freyre que deixou uma marca indelével na história da cultura luso-brasileira, por sua experiência e contactos com terras e gentes diversas, são os objetivos do artigo. Recordando os passeios pelos bairros velhos de Lisboa e a visita à Feira de Ladra apresenta, também, a participação do cientista social nos Congressos das Comunidades Portuguesas, sobretudo no que se realizou em Moçambique em julho de 1967. Destaca, então, o relatório elaborado por Gilberto Freyre para servir de base aos trabalhos da secção Convergência Étnico Cultural e o seu pensamento coerente e fiel aos valores histórico-culturais, e empenhado na evolução pacífica de todas as comunidades de cultura marcada pelos valores portugueses.
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MIRANDA, Maria do Carmo Tavares de. Tempo e homem em Gilberto Freyre. Ciência & Trópico. Recife, v. 17, n. 1, p. 41-50, jan./jun. 1989.
O estudo de momentos mais significativos da vida do homem brasileiro através de reflexões e análises sobre o que seja o tempo constitui uma temática gilbertiana. É a redescoberta do tempo social como tempo-vida, tempo existencial, tempo tríbio. Este em suas matrizes e seu desenvolvimento, de passado e futuro vistos à base de constantes e do que perdura no presente, e o homem situado e convivente com esse tempo tríbio, homem tríbio, formam o cerne deste artigo. Busca-se mostrar que desse saber empático em situações com suas exigências espacio-temporais é que se destacam as complementações afetivas, tão gilbertianas, na compreenssão do homem brasileiro, anotando-se tempos e ritmos diversos da vivência e convivência, de transformações, criações, antecipações, correlacionando Tempo e Homem, Homem e Épocas, Tempo e Gerações.
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Década de 1990


CAVALCANTI, Zaida Maria Costa. Os verdes anos de Gilberto Freyre: germinações. Ciência & Trópico. Recife, v. 18, n. 2, p. 141-172, jul./dez. 1990.
Nos livros Tempo Morto e Outros Tempos: Trechos de um Diário de Adolescência e Primeira Juventude e Tempos de Aprendiz, que reúne os artigos publicados por Gilberto Freyre no período de 1918 a 1926, buscaram-se as germinações do ser escritor, do livro Casa-Grande & Senzala e da Tropicologia. Consideram-se como germinações, as reflexões, idéias e palavras denotativas referentes a estes três tópicos.
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FONSECA, Edson Nery da. Gilberto Freyre e a sua cosmovisão cristocentrica. Ciência & Trópico. Recife, v. 18, n. 2, p. 173-178, jul./dez. 1990.
A cosmovisão cristocêntrica de Gilberto Freyre decorre tanto de uma convicção pessoal - a de Cristo como filho de Deus - como da evidência - a que chegou estudando a formação do Brasil - de poderem os brasileiros e outros povos luso-descendentes se constituírem numa sociedade cristã como a concebida por T. S. Eliot num de seus ensaios de filosofia política.
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LODY, Raul. Nordeste: um livro germinal de Gilberto Freyre sobre ecologia/região/cultual. Ciência & Trópico. Recife, v. 18, n. 2, p. 179-192, jul./dez. 1990.
Em Nordeste, Gilberto Freyre enfrenta questões teórico-conceituais sobre ecossistema e cultura até então inéditas de enfoque e de análise. Germinalmente a ecologia e a cultura regional estão presentes em Nordeste, que já em 1937, suscitava questões de harmonia social e cultural na região, analisando efeitos e projetando quadros de relações interpessoais, interétnicas e também transregionais. A causa da ecologia é fundada numa ecologia que assume virtualidade adaptiva e que resguarda o autor, pioneiro e inaugurador de um caminho mais tarde devidamente assentado, de reconhecimento nacional e internacional através de Tropicologia.
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MIRANDA, Maria do Carmo Tavares de. Compreensividade e situacionismo em Gilberto Freyre: trajetória tropicológica. Ciência & Trópico. Recife, v. 18, n. 1, p. 27-44, jan./jun. 1990.
Pretende-se mostrar que, no seu todo, a obra de Gilberto Freyre deixa apresentar sua própria trajetória tropicológica pois, desde seus primeiros escritos, fica ressaltada sua busca de compreensão do Homem Situado no Trópico. Assiste-se, assim, à gênese e à constituição da Tropicologia salientando os valores existenciais da convivência humana situada em diferentes tempos e espaços tropicais, e se anotam ideações e estudos de Gilberto Freyre sobre a compreensividade e o situacionismo, suas matrizes, seu desenvolvimento. Delineamentos fundamentais e planos arquitetônicos da obra mostram o eixo central de suas reflexões e definem seus escritos e seu Seminário como uma Obra Tropicológica em torno do complexo da habitação, designando a própria condição humana em Situação. Conjugando-se os tempos da criação e maturação do pensar científico de Gilberto Freyre vê-se a Tropicologia como ciência da compreensão do Homem em situação, como consciência de situações.
Localização do Documento: Biblioteca Nacional / PE-FUNDAJ/BC
PEREIRA, Geraldo. Nordeste de Gilberto Freyre: ecologia e doença em Pernambuco. Ciência & Trópico. Recife, v. 18, n. 2, p. 193-220, jul./dez. 1990.
O autor, neste ensaio, relaciona os ensinamentos de cunho ecológico, mas também econômico e social do livro Nordeste, de Gilberto Freyre, com os aspectos peculiares da chamada patologia regional. As injuções ambientais, acrescidas pelas distorções na economia, ao largo do tempo, têm alterado, em muito, as condições de vida do homem do campo, em especial a do matuto. Assim, o organismo do matuto tornou-se terreno fértil para injúrias de toda ordem, das alterações de natureza mental à infecções virais e bacterianas, além das agressões por protozoários e vermes. Tudo isso tem sido agravado, profundamente, pela fome endêmica que ronda a Zona da Mata em Pernambuco e o Nordeste inteiro.O autor de Nordeste mostra, claramente, como tem sido a monocultura, o exclusivismo brutal, a grande responsável pela inferioridade humana neste recanto tropical do globo. A terra desnuda, a água poluída, a mata destruída e a fauna arruinada, trouxeram para o homem, como se mostra, o tributo da desnutrição e da doença. Discute-se, então, na seqüência do livro e com base no texto, as repercussões patológicas todas de intervenção tão deturpada nas coisas da natureza.
Localização do Documento: PE-FUNDAJ/BC
SILVA, Sílvio Soares da. Sobre a presença do trópico nas semi-novelas de Gilberto Freyre. Ciência & Trópico. Recife, v. 18, n. 2, p. 221-232, jul./dez. 1990.
Procura-se dar destaque à presença de elementos tropicais nas seminovelas de Gilberto Freyre - Dona Sinhá e o Filho Padre e O Outro Amor do Dr. Paulo. Sem analisar nessas seminovelas o que elas têm de inovador como criação literária, como expressão de uma nova maneira de narrar, mostra-se que o tropicalismo do autor começou a ser esboçado, expressamente, desde os seus dias de estudante no estrangeiro, por intermédio dos seus primeiros artigos, tendo posteriormente se configurado na sua poesia, na sua ensaística, na sua pintura, na sua ficção.
Localização do Documento: PE-FUNDAJ/BC
DAMATTA, Roberto. Dez anos depois: em torno da originalidade de Gilberto Freyre. Ciência & Trópico. Recife, v. 21, n. 1, p. 17-37.
[texto completo]
AGUIAR, Cláudio. Modernismo e regionalismo. Revista da Academia Pernambuca de Letras. Recife, n. 32, p. 10-11, dez. 1992.
'O Movimento Regionalista de 1926, na verdade, nasceu sob a liderança de Gilberto Freyre, dentro das discussões de uma entidade cultural de vida efêmera - O Centro Regionalista do Nordeste. Coube ao mestre de Apipucos a responsabilidade de redigir o manifesto'.
Localização do Documento: FGF/GF - 111
BURKE, Peter. Gilberto Freyre e a nova história. Tempo Social. São Paulo, v. 9, n. 2, p. 1-12, out. 1997.
O ponto de partida deste artigo é uma série de semelhanças entre a "nova história" associada aos Annales e a história social, psico-história ou antropologia histórica de Gilberto Freyre; semelhanças que vão desde um interesse pela cultura material (alimentação, vestimenta e habitação) até um interesse pelas mentalidades e pela história da infância, tema que preocupou Freyre antes da publicação de Casa-Grande & Senzala. Estas semelhanças de abordagem foram reconhecidas tanto por Febvre como por Braudel quando descobriram a obra de Freyre no fim dos anos 30. Freyre, no entanto, não estava imitando o Annales e nem Febvre ou Braudel o estavam imitando. Freyre aprendera seu estilo interdisciplinar na Universidade Columbia, um centro do movimento americano da "nova história" no início do século. Por outro lado, assim como Febvre, Freyre também admirava Michelet. Já a "história íntima" de Freyre e, em algum grau, devoradora da Histoire Intime praticada pelos irmãos Goncourt, uma história cuja importância para a história da historiografia ainda não foi suficientemente reconhecida.
[texto completo]
PALLARES-BURKE, Maria Lucia. Gilberto Freyre e a Inglaterra: uma história de amor. Tempo Social. São Paulo, v. 9, n. 2, p. 13-38, out. 1997.
Gilberto Freyre era um anglófilo confesso. Este artigo procura, de um lado, apontar para os traços da cultura britânica que mais o cativaram e, de outro, chamar a atenção para a grande importância do ensaísta britânico, Walter Pater, na trajetória intelectual do autor de Casa-Grande & Senzala. Será argumentado que foi nesse autor vitoriano que Freyre encontrou inspiração para a forma ensaística de sua obra e para o tema da casa como elemento central para a compreensão da cultura brasileira. A parte final do artigo explora o impacto da obra de Freyre em Asa Briggs, um dos únicos intelectuais britânicos que reconhece o valor de suas idéias para o estudo de outras sociedades.
[texto completo]
MÁRIO Hélio. Portugueses e brasileiros. Suplemento Cultural [Diário Oficial/Secretaria de Cultura - Estado de Pernambuco. Recife, a.13, p. 2, mar. 1999.
Dos anos 20 aos 80 GF inventou um modo próprio não só de interpretar, mas de ver o Brasil.
Localização do Documento: FGF/GF - 97
FONSECA, Edson Nery. Gênese do conceito de luso-tropicalismo. Suplemento Cultural [Diário Oficial/Secretaria de Cultura - Estado de Pernambuco. Recife, a.13, p. 3-4, mar. 1999.
O conceito de luso-tropicalismo foi enunciado por GF em conferências, e estas, fazem parte de um livroUm brasileiro em terras portuguesas, publicado em 1953.
Localização do Documento: FGF/GF - 97
POLO, Marco. Esses tipos inesquecíveis. Suplemento Cultural [Diário Oficial/Secretaria de Cultura - Estado de Pernambuco. Recife, a.13, p. 10-11, mar. 1999.
Pequenos flagrantes de encontros com escritores famosos como Ariano Suassuna, João Cabral de Melo Neto, Gilberto Freyre e Carlos Drummond de Andrade.
Localização do Documento: FGF/GF - 97

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Década de 2000


MÁRIO Hélio. O Brasil faz cem anos. Suplemento Cultural [Diário Oficial/Secretaria de Cultura - Estado de Pernambuco. Recife, p. 1-16, mar. 2000.
Suplemento inteiro dedicado aos cem anos de nascimento de GF, com diversos artigos - Edson Nery da Fonseca, entre outros.
Localização do Documento: FGF/GF - 97
QUINTAS, Fátima. Tristes trópicos ou alegres trópicos? - o Lusotropicalismo em Gilberto Freyre. Ciência & Trópico. Recife, v. 28, n. 1, p. 21-44, jan./jun. 2000.[texto completo]
ANDRADE, Maristela Oliveira de. Antecipações e contemporaneidades em Gilberto Freyre: análises de final de século e projeções para o século XXI. Caos. Paraíba, n. 2, 2001. Capturado em 20 dez. 2000. Online. Disponível na internet: http://www.cchla.ufpb.br/caos/02-andrade.html
BARBOSA, Cibele. Gilberto Freyre: tradicionalista conservador, futurólogo vanguardista ou simplesmente pós-moderno. Caos. Paraíba, n. 2, 2000. Capturado em 20 dez. 2001. Online. Disponível na internet: http://www.cchla.ufpb.br/caos/02-barbosa.html
CAVALCANTI, Mônica Maria. Adolescente infrator: um problema que atravessa a História. Caos. Paraíba, n. 2, 2000. Capturado em 20 dez. 2000. Online. Disponível na internet: http://www.cchla.ufpb.br/caos/02-cavalcanti.html
FERREIRA, Adjane Barros; CUSTÓDIO, Tânia Valéria de Oliveira. A construção do feminino na visão de Gilberto Freyre. Caos. Paraíba, n. 2, 2000. Capturado em 20 dez. 2001. Online. Disponível na internet: URL http://www.cchla.ufpb.br/caos/02-ferreira-oliveira.html
FRANCISCO, Cícera Rosilene; BASTOS, Yuriallis Fernandes. Cultos e memória dos mortos nas análises de Gilberto Freyre. Caos. Paraíba, n. 2, 2000. Capturado em 20 dez. 2001. Online. Disponível na internet: http://www.cchla.ufpb.br/caos/02-francisco-bastos.html
GOMES, Ivan Macedo. Deus no céu e o negro na Terra: a visão de Gilberto Freyre sobre o futebol brasileiro. Caos. Paraíba, n. 2, 2000. Capturado em 20 dez. 2001. Online. Disponível na internet: http://www.cchla.ufpb.br/caos/02-gomes.html
LÉON, Adriano. O múltiplo social: um panorama da sociologia de Gilberto Freyre. Caos. Paraíba, n. 2, 2000. Capturado em 20 dez. 2001. Online. Disponível na internet: http://www.cchla.ufpb.br/caos/02-leon.html
LOPES, Ana Paula; SOUZA, Edna de Fátima de S. População brasileira: miscigenação e morenidade. Caos. Paraíba, n. 2, 2000. Capturado em 20 dez. 2001. Online. Disponível na internet: http://www.cchla.ufpb.br/caos/02-lopes-sousa.html
PALITOT, Estevão Martins. Entre reis, padres e senhores: visões do índio em Gilberto Freyre. Caos. Paraíba, n. 2, 2000. Capturado em 20 dez. 2001. Online. Disponível na internet: http://www.cchla.ufpb.br/caos/02-palitot.html
SANTOS, Sandra Regina Rodrigues. O olhar de Gilberto Freyre sobre a infância na sociedade patriarcal. Caos. Paraíba, n. 2, 2000. Capturado em 20 dez. 2001. Online. Disponível na internet: http://www.cchla.ufpb.br/caos/02-santos.html
STRIEDER, Inácio. Religiosidade em Gilberto Freyre. Perspectiva Filosófica. Recife: Universitária, v. 9, n. 18, p. 105-118, jul./dez. 2002.
COSTA, Sebastião Heber Vieira. Acontece que são baianos: em homenagem aos 70 anos de Casa-Grande & Senzala. Revista da FDJ. Salvador, v. 1, p. 81-87, 2003.
FARIAS JÚNIOR, Edísiso Ferreira de. O olhar freyreano sobre Olinda. Caos. Paraíba, n. 2, 2000. Capturado em 19 mar. 2004. Online. Disponível na internet: http://www.cchla.ufpb.br/caos/02-fariasjr.html
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