CASA-GRANDE & SENZALA
Tradução da introdução à edição de 1986 de David H.P. Maybury-Lewis
O leitor que abrir Casa-Grande & Senzala pela primeira vez em 1986, poderá ficar desconcertado pelo livro. Este "ensaio" (como é chamado pelo autor) sobre o desenvolvimento da civilização brasileira é, de fato, um tratado francamente digressivo sobre os elementos que foram configurar a sociedade colonial brasileira e o caráter nacional brasileiro. Suas quase quinhentas páginas estão divididas em cinco capítulos que tratam, respectivamente, da colonização portuguesa no Brasil, dos índios, dos portugueses e dos negros (aos quais são dedicados dois capítulos). Ainda assim, o livro termina abruptamente e de maneira peculiar com uma longa lista das doenças adquiridas pelos escravos negros nos lares coloniais brasileiros, dando a impressão de que o autor de maneira alguma tinha esgotado seu tema. A impressão é bastante correta. Casa-Grande & Senzala foi o primeiro tratado mais importante a abordar o tema central da obra à qual Gilberto Freyre consagrou sua vida, que era descrever e estudar a natureza da civilização portuguesa nos trópicos, especificamente no Brasil. Ele retorna explicitamente a este tema nos seus livros posteriores Sobrados e Mucambos e Ordem e Progresso, além de estar implícito em grande parte de seus outros trabalhos. Contudo, Casa-Grande & Senzala, não obstante suas peculiaridades, é seu trabalho melhor conhecido e o que firmou sua reputação.
Foi publicado pela primeira vez há cinqüenta anos atrás, quando Gilberto Freyre acabava de retornar ao Brasil após completar seus estudos nos Estados Unidos. Lá ele estudou Antropologia com Franz Boas, entre outros mestres, na Universidade de Columbia. Nessa época, Boas estava à frente da luta contra as teorias da causalidade racial na Antropologia, reunindo as provas necessárias para combater o racismo, não apenas no âmbito acadêmico como também fora dele. Na Antropologia, ainda era muito comum explicar os fenômenos sociais e culturais com base nas características raciais das populações em que eram identificadas. Os representantes de tais concepções biosociais as defendiam ferozmente contra as teorias de Boas e seus discípulos em insistir que os fenômenos culturais deveriam ser explicados em termos culturais. A luta no seio da Antropologia era cerrada, mas para Boas era tudo, menos acadêmica. Ele tinha plena consciência do anti-semitismo europeu e da conexão estreita entre o racismo e a onda emergente do fascismo, de maneira que ao combater o determinismo racial ele se via no papel de quem usa a ciência da Antropologia para uma causa nobre, ao serviço de uma tolerância maior, essencial para uma democracia livre.
Gilberto Freyre usou os conhecimentos adquiridos com Boas para reavaliar seu Brasil nativo e, particularmente, para examinar as teses que eram habitualmente apresentadas para explicar seu atraso. Estas apontavam para a miscigenação como o fator principal. Conforme as teorias predominantes da época, acreditava-se que populações constituídas por misturas de raças eram física e culturalmente inferiores às que não apresentavam essa mistura (ou pelo menos as não mistas brancas) e que a mistura racial que tanto tinha caracterizado a história do Brasil era, portanto, a causa de seus problemas. O alvo de Gilberto Freyre em Casa-Grande & Senzala era exatamente esta teoria, e muitas de suas digressões serviam ao objetivo de reunir provas para mostrar que as incapacidades físicas, culturais ou psicológicas que tinham sido anteriormente atribuídas à mistura racial podiam, de fato, ser explicadas em termos de malnutrição, enfermidades ou da patologia social das grandes fazendas de escravos. Ao mesmo tempo, argumentava ele com eloqüência que a miscigenação (e particularmente a mistura cultural que a acompanhava) não era sinônimo de vergonha e das dificuldades do Brasil, senão muito pelo contrário, representava sua grande força. Era por causa desta capacidade para a amálgama física e cultural que os portugueses tinham sido bem sucedidos na difícil tarefa de criar uma civilização nos trópicos.
É uma das pequenas ironias da história que está teoria tenha sido publicada em Casa-Grande & Senzala em 1933, precisamente o ano em que Hitler assumia o poder na Alemanha. Embora as teorias racistas e certamente a prática racista pareciam estar em ascensão na Europa, este era um momento propício para o argumento de Gilberto Freyre no Brasil. Este país tinha passado por um período de turbulência política nos anos 20, motivado por uma crescente tomada de consciência de si próprio e uma crescente percepção das deficiências da nação, ligada ao ardente e cada vez mais difundido desejo de vê-las eliminadas através da modernização. Casa-Grande & Senzala, portanto, foi publicado em uma época em que se travava o debate nacional em torno das causas e das curas para os males do país, e modificou os termos desse debate. A mudança no pensamento científico sobre raça e cultura já era evidente nos escritos de determinados estudiosos brasileiros, especialmente Roquette Pinto, mas foi o livro de Gilberto Freyre que fez com que os brasileiros começassem a pensar que poderiam ter algo de que se orgulhar e não de se envergonhar com relação à sua história.
Não que o livro tenha sido unanimemente aclamado no Brasil. O retrato íntimo dos portugueses nas casas grandes do Brasil colonial desenhado por Freyre não era exatamente lisonjeiro. Ele os descrevia como lascivos, dominadores e sifilíticos, tanto inclinados a dar abrigo a criminosos como a acolher padres, ambos tratados como serviçais da família. Sua discussão detalhada da vida familiar no Brasil colonial e dos desejos desenfreados dos senhores criados nos trópicos, rodeados de escravas disponíveis, eletrizou alguns leitores e escandalizou muitos deles. O livro de Freyre foi atacado por alguns setores como caricatural e até denunciado como pornográfico.
Não obstante esta repercussão, suas teses principais foram rapidamente aceitas. Os brasileiros descobriram que, conforme a ciência moderna provava, nenhum dano social ou físico em especial poderia advir da mistura de raças. Por outro lado, muitas coisas boas poderiam resultar da síntese cultural. Além disso, o Brasil não precisava mais se envergonhar de seu passado colonial, uma vez que a sociedade patriarcal escravocrata que Gilberto Freyre descreveu mostrou ter possuído algumas virtudes na perspectiva histórica. Em comparação com outros imperialistas da época, os portugueses pareciam mais tolerantes com relação a outras raças e culturas, mais dispostos a assumir seus costumes e até adaptá-los a seu modo de vida. Até a escravidão sob o domínio português, ainda que dificilmente agradável (e Freyre aborda detalhes repulsivos sobre alguns de seus aspectos mais terríveis) era uma forma mais branda de servidão que a vivida por aqueles que trabalhavam sob o jugo dos anglo-saxãos ou sofriam nas mãos dos espanhóis.
Os motivos para isso eram complexos. Os portugueses tinham vivido desde tempos imemoriais às margens das guerras entre as civilizações da Europa Cristã e do Norte da África Islâmico. Esta experiência tinha feito deles um povo cosmopolita e pragmático, dado a compromissos. Eles tinham vivido igualmente séculos sob a dominação dos mouros, de maneira que não desprezavam instintivamente as pessoas de pele escura, nem quando a situação se reverteu e a população moura, do Portugal cristão, foi reduzida à condição de helotes após a reconquista. Em todo caso, o gosto dos portugueses por beldades mouras, instituído quando os mouros foram seus senhores, perdurou através de séculos de guerras e coexistência e induziu as gerações posteriores de colonizadores a acasalar-se com entusiasmo com as índias escuras e de longos cabelos do Brasil e, mais tarde, com as africanas mais escuras ainda que trouxeram para trabalhar nas fazendas. Esta política reunia praticidade e prazer. O Portugal metropolitano possuía uma população exígua (não muito mais que um milhão conforme alguns relatos) na época que embarcou em suas aventuras imperiais. Os portugueses podiam conquistar um império mundial, se isso significasse apenas defender seus monopólios comerciais ao longo das costas da África e da Ásia, mas não eram capazes de povoá-lo a partir da mãe pátria. No Brasil, portanto, onde os portugueses fundaram assentamentos em larga escala, havia uma escassez crônica de colonizadores e especialmente de mulheres portuguesas. A miscigenação, por conseguinte, representava tanto um prazer como uma solução.
No que diz respeito à escravidão, Freyre afirmava que seus horrores foram aliviados no Brasil devido à influência da Igreja Católica e ao efeito das leis portuguesas. Os portugueses promulgavam leis brutais contra os hereges, mas estavam dispostos a aceitar todas as raças em igualdade de condições, desde que professassem o Catolicismo. Além disso, a Igreja insistia em que os escravos possuíam uma alma e por isso protegia seu direito a alguns princípios mínimos, como o batismo, o casamento, a integridade de suas famílias e o tratamento como seres humanos (embora escravizados), em vez de considerá-los como meras posses ou bens patrimoniais. Os escravos igualmente usufruíam de certa proteção pela lei, visto que o direito português, a diferença do direito dos países escravocratas do Norte da Europa, provinha do código romano, que reconhecia a condição do escravo e garantia certos direitos mínimos às pessoas em questão.
Assim, os brasileiros descobriram com agradável surpresa que não precisavam mais se envergonhar de sua herança mestiça ou de seu passado colonial. Pelo contrário, eles não tinham nenhuma leyenda negra (registro das crueldades das quais eram acusados os espanhóis em seu império) que deveriam fazer esquecer. Em vez disso, eles podiam tirar algum consolo do fato de que seus antepassados agora estavam sendo considerados como os senhores de escravos menos cruéis da Europa e poderiam orgulhar-se de que estes supostamente teriam agido assim a partir da ausência do preconceito racial e da disposição para viver e deixar viver outros povos e outras culturas.
Tampouco admira que Casa-Grande & Senzala tenha sido recebido com entusiasmo quando foi publicada a primeira edição em inglês, em 1946. Sua publicação nos Estados Unidos, dois anos após o lançamento de An American Dilemma (Um Dilema Americano) de Gunnar Myrdal, mais uma vez teve o efeito de dizer para um público preocupado o que este queria ouvir. Em uma época, em que os horrores da Segunda Guerra Mundial ainda estavam bem vivos na lembrança das pessoas e a consciência internacional estava ainda se debatendo com as terríveis provas do holocausto nazista contra os judeus, o tratamento dos negros nos Estados Unidos era extremamente anômalo. Myrdal analisou exaustivamente este dilema americano mostrando como os Estados Unidos, que tinham assumido um papel de liderança na guerra contra o racismo e o totalitarismo na Europa, ainda toleravam o racismo institucionalizado em sua própria casa, o que contrariava os ideais pelos quais tinham-se batido e minava suas pretensões democráticas. Em oposição a isso, o livro de Gilberto Freyre mostrava que as coisas não necessariamente tinham de ser assim. O Brasil era, afinal, um país que compartilhava muitas características com os Estados Unidos. Era igualmente grande. Teve uma população índia relativamente pequena que foi exterminada ou marginalizada ao longo dos séculos. Trouxe um grande número de escravos negros para trabalhar nas suas fazendas. De fato, sua região Nordeste assemelhava-se em muito ao Sul americano. No entanto, a escravidão lá não era tão cruel, estimulava-se a miscigenação e o preconceito racial era inexistente (ou silenciado). Não admira que Manuel Cardozo tenha escrito que Casa-Grande & Senzala tinha uma importante lição a ensinar a todos os americanos. A lição era a da tolerância racial e cultural. Isso logo passou a fazer parte da auto-imagem nacional do Brasil assim como algo do qual os portugueses da mãe pátria poderiam orgulhar-se; e pessoas além das fronteiras do mundo lusitano animaram-se com a idéia de que o câncer do preconceito racial poderia ser extirpado até em sociedades onde os brancos uma vez tinham sido senhores dos negros escravizados.
Casa-Grande & Senzala é também um verdadeiro baú do tesouro da cultura popular brasileira. Nesta obra, Gilberto Freyre se estende carinhosamente sobre culinária, plantas, danças, vestimentas, feitiços, lendas populares, hábitos de higiene, arquitetura, afrodisíacos e uma miríade de outros tópicos, identificando suas origens índias, africanas e portuguesas, de forma a transmitir para os leitores brasileiros uma nova apreciação de sua própria cultura. Ao mesmo tempo, o foco sobre as instituições patriarcais e sua inter-relação com a família brasileira permitiram aos brasileiros uma nova noção de sua própria personalidade. Era um livro que oferecia aos brasileiros uma outra compreensão de si mesmos, de sua cultura e de suas raízes. Agora, meio século depois, deve admitir-se que alguma das teses mais importantes de Casa-Grande & Senzala não parecem mais tão convincentes assim. Consideremos a ausência de preconceito racial entre os portugueses, a relativa moderação da escravidão no Brasil e a conseqüente harmonia das relações raciais nesse país. Uma análise comparativa dos testemunhos históricos não apoia a conclusão segundo a qual os portugueses eram consideravelmente menos imbuídos do preconceito racial que os povos de outras nações imperialistas. Além do mais, eles escravizaram os negros de forma sistemática durante séculos, chegando a argumentar que sua escravização era justificada, o que indica algum tipo de preconceito contra eles.
A relativa moderação da escravidão brasileira, portanto, deveria depender da suposta influência da Igreja e da lei, mas isso é igualmente dúbio. Não fica claro por que a Igreja deveria ter sido mais eficiente na proteção dos escravos no Brasil do que nas colônias espanholas, ou por que os ensinamentos da Igreja ou as leis teriam beneficiado mais os escravos em um país onde, como Freyre demonstrou, o poder real era exercido pelos donos de escravos, dos quais a Igreja dependia e que interpretavam ou ignoravam as leis conforme lhes parecia conveniente.
Nem parece evidente que as relações raciais no Brasil desde a época da escravidão tenham sido tão harmoniosas como algumas das afirmações de Freyre poderiam levar a crer. Parece que aqueles escritores que pintam um quadro róseo da situação racial no Brasil a comparam implícita ou explicitamente com o que está acontecendo em outros lugares. Eles tendem a utilizar o Brasil como objeto de lição em vez de como objeto de análise. Por outro lado, estudos sociológicos sobre as relações raciais no Brasil mostraram que os estereótipos raciais nesse país são desfavoráveis aos negros e que os negros são mantidos nas camadas socioeconômicas menos favorecidas precisamente porque são negros.
O outro grande tema de Casa-Grande & Senzala - a análise (quase poder-se-ia dizer psicanálise) do caráter de portugueses e brasileiros - é igualmente criticável. O estilo do livro que tem sido tão elogiado e que torna sua leitura tão agradável não ajuda a este respeito. Freyre sempre insistiu em que o ensaio sociológico, antropológico e histórico-social deveria possuir uma linguagem própria e que não era obrigado a limitar-se à terminologia exata de outras ciências que não tratavam dos valores humanos. Isso significava, na prática, que suas análises do caráter nacional eram literárias e evocativas, mas também excessivamente imprecisas. Ele comete generalizações sobre os portugueses a toda hora e em todo lugar. Ele fala da "contractilidade vegetal" dos índios e afirma de forma surpreendente e implausível que o Brasil ainda está lutando para encontrar um "ponto de fixação" entre o comunismo ameríndio e a noção européia da propriedade privada. Ele constrói uma ética negra a partir de fragmentos de informações da época da escravidão justapondo-os a observações de negros contemporâneos. De fato, ele é curiosamente indulgente com os procedimentos científicos usuais, sejam eles do âmbito histórico, antropológico ou psicológico.
É também digno de nota que Gilberto Freyre, que se tornou uma das principais figuras do movimento regional do Nordeste brasileiro, preste tão pouca atenção às diferenças regionais quando generaliza com relação ao Brasil. Como resultado, ele apresenta uma visão do Brasil a partir de uma perspectiva nordestina, reduzindo as diferenças quanto à composição da população e da ética local em comparação a outras regiões, especialmente do Sul. Como conseqüência disso, existe uma tendência em seus escritos a focalizar o lado senhorial do Brasil, o que levou os críticos a atacá-los como conservadores. Ao mesmo tempo, seu entusiasmo pelas realizações dos portugueses nos trópicos fez com que seu trabalho fosse usado para defender as pretensões do imperialismo português, em um momento em que Portugal tentava preservar suas últimas colônias, justificando essa política com sua capacidade peculiar de criar civilizações tropicais.
As mais sérias de todas estas críticas são as que se referem ao rigor científico. Gilberto Freyre é um escritor extremamente talentoso com uma extraordinária capacidade para evocar o espírito do Nordeste colonial e sondar a sociedade e a alma brasileiras. Se se trata, porém, de levar seus argumentos a sério, eles deveriam ser expressos em termos tanto específicos como evocativos, para que pudessem ser avaliados com métodos científicos apropriados ao estudo de épocas e lugares determinados.
Estas restrições, todavia, dificilmente valem para Casa-Grande & Senzala. Foi um livro pioneiro, merecidamente aclamado como tal. Contém um rico acervo de idéias e se algumas delas precisam ser modificadas à luz de trabalhos posteriores, é igualmente verdade que outras continuam tão relevantes como quando Gilberto Freyre sentou-se a escrevê-las. As relações raciais no Brasil talvez não sejam tão harmoniosas como afirmam os apologistas e a existência do preconceito racial nesse país é fácil de ser documentado, porém há algo diferente e singular com relação à maneira como os brasileiros tratam este assunto. A formalização da discriminação racial nunca foi sancionada, nem pela lei nem pela opinião pública e a discriminação informal não é automática nem irrevogável. Existe uma certa flexibilidade dentro do sistema que pode ser considerada como admirável ou inadequada, dependendo do padrão de comparação. Esta flexibilidade não é derivada de nenhuma tradição portuguesa de tolerância, mas é um traço característico de todas as esferas da vida social no Brasil, e é o mérito de Gilberto Freyre ter sido o primeiro escritor a tentar uma análise abrangente do assunto.
De maneira semelhante, sua análise da organização patriarcal da sociedade brasileira e de seus efeitos sobre a vida familiar e sobre a personalidade das pessoas criadas em um sistema como esse é mais do que meramente evocativo. Levanta uma série de afirmativas importantes e interrelacionadas sobre a história brasileira e a sociedade brasileira contemporânea que merecem ainda uma investigação mais a fundo. É certamente exagerado sugerir, como o fez Gilberto Freyre, que a história social da Casa-Grande é a história íntima de praticamente todo brasileiro. Sua frase provocadora, contudo, sugere conexões entre os sistemas de produção agrícola do Brasil colonial, os chefes políticos locais que governavam o país no tempo da República Velha e os sistemas clientelísticos patronais de épocas mais recentes. Sugere, além disso, que existe uma tendência ao autoritarismo na vida brasileira e na família brasileira que faríamos bem em reconhecer e compreender.
Hoje é, em certo sentido, secundário se os argumentos apresentados em Casa-Grande & Senzala são corretos ou não. O que é evidente é que o livro marcou um divisor de águas no pensamento social brasileiro. Depois de sua publicação, as discussões sobre a história brasileira e a sociedade brasileira nunca mais puderam ser as mesmas, e é essa a medida de sua importância.
Fonte: MAYBURY-LEWIS. David H.P. In: FREYRE, Gilberto. The masters and the slaves: a study in the development of brazilian civilization. Traduzido por Samuel Putnam. New York: Alfred A. Knopf, 1946. 537p.
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