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"Cordialidade era a marca de Gilberto Freyre. Usava a palavra com o
poder da sedução. Eloqüente e vaidoso, era capaz de falar horas a fio sobre si próprio
e a sua obra. O maior gilbertólogo era ele mesmo. Curioso e gentil, tinha a rara virtude
de saber ouvir. Nas muitas entrevistas que fiz com ele, encontrei no Mestre de Apipucos um
interlocutor atento, inquieto, sempre disposto a aprender mais. Algumas vezes, era
Gilberto quem interpelava. Entrevistado virava entrevistador. Em qualquer situação, era
um prazer conversar com o sociólogo-antropólogo (como gostava de ser intitulado),
deixar-se levar por sua ironia fina, enxergar o Brasil com o seu olhar arguto e sábio, na
magia do tempo tríbio que concebera".
Lêda Rivas
GILBERTO Freyre: um menino aos 83 anos.
GILBERTO Freyre aos 80: "estimaria ter sido governador de Pernambuco".
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"Eu deixei sempre portas abertas"
Entrevista com Gilberto Freyre
Gilberto Freyre aos 70 anos
O Anarquista de Apipucos
Falando de política, sexo e vida
Cientistas do Brasil
"A Bala que matou Demócrito era para mim"
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