GILBERTO FREYRE AOS 80 ANOS:
"ESTIMARIA TER SIDO GOVERNADOR DE PERNAMBUCO"
CE - Basicamente, o senhor tem sido um escritor profissional, isto é, vive primordialmente em função dos seus livros e trabalhos literários. Acha-se compensado financeiramente com essa atividade?
GF - Sim, sou, venho sendo, um escritor profissional: desde meus dias de muito jovem, meu grande desejo. O mais que admiti foi ser um professor bissexto. Ou isto ou aquilo, em termos bissextos. E primordialmente, escrever e viver de escrever. Viver de direitos autorais correspondentes a livros, artigos para revistas e jornais, conferências. Quanto a achar-me compensado financeiramente com essa atividade, respondo que sim. Tais direitos me vêm dando o bastante para ser independente. Não cheguei a ser rico mas venho sendo independente. A independência me basta.
CE - Caso tivesse seguido outra carreira ou profissão liberal não estaria em melhores condições financeiras ou talvez melhor conceituado no contexto nacional?
GF - A resposta à primeira pergunta, prolonga-se em resposta à segunda. Quanto a "melhor conceituado no contexto nacional", é possível que, como jogador profissional de futebol, dos agora muito bem pagos, ou como cantor de televisão, dos muito bem sucedidos, ou como triunfante advogado ou médico ou homem de negócios, é possível que sim. Quase certo que sim. Mas não estou certo de vir buscando essa espécie de conceito. Ou de valorizar essa espécie de conceito como uma consagração do que seja, ou venha sendo, minha criatividade ou minha orientação de vida.
CE - Que profissão desejaria exercer se não se deixasse levar pela literatura e a pesquisa social e a sociologia?
GF - Nenhuma profissão, por mais brilhante ou vantajosa, substituiria, para mim, a vocação que venho seguindo. Encontrei-me nela. Foi um casamento de amor. Escrevendo, venho vivendo uma arte misturada a uma ciência. Vivendo também uma filosofia. E amando o que venho vivendo.
CE - O Direito do Autor, no Brasil, assegura tranqüilidade e condições de vida ao intelectual para que ele possa se dedicar exclusivamente a produção literária?
GF - Posso dizer que cheguei a uma situação de tranqüilidade econômica, vivendo de direitos de autor, embora sempre de inquietação, de procura, de busca, como é próprio de um escritor ou de um artista que é necessariamente, um indivíduo que pensa. Que sente e que pensa por si e por outros homens. Pela sua gente. Pelo seu tempo. Pelos antepassados. Pelos vindouros. Daí ser um inquieto e um intranqüilo.
Mas para chegar, como escritor, a uma situação de tranqüilidade econômica, atravessei dias incertos, difíceis, direi até que heróicos. Optando pela vocação de escritor, deixei, quando muito jovem, de pegar pelos cabelos oportunidades para sucessos noutras atividades. Do mesmo modo que, vindo para o Brasil, depois de estudos, para o Brasil de então, absurdos ou fantásticos, no estrangeiro, sem vez de deixar-me tentar por oportunidades de aventurar-me, como um novo e pequeno Conrad ou George Santayana, a ser escritor em língua inglesa ou professor em universidade dos Estados Unidos, representou um quase heroísmo romântico. Um repúdio ao bom-senso ou ao senso prático. Quixotismo.
CE - Editores de revistas e jornais costumam, sem que sejam impedidos, a lhe atribuírem justa remuneração pela transcrição de seus artigos ou quaisquer outros trabalhos literários no país e no exterior?
GF - Entre editores, alguns dos quais exemplarmente honestos, como o francês Gallimard ou, por algum tempo, a BBC de Londres - antes de um desvio que só agora vem sendo corrigido - ou Knopf, de Nova York - antes de seu entendimento com a Random House - e José Olympio, do Brasil e outros de outras partes do mundo, como Sousa Pinto, de Lisboa, Espasa - Caepe, de Madrid, Rizzoli, da Itália, tenho encontrado alguma pirataria. Muito praticada por empresas jornalísticas e por outras empresas é a transcrição pirata de trabalhos de um autor. Quanto à pirataria por editores, lembro-me como, certa vez, andando por elegante rua de ilustra capital européia, vi, espantado, de repente, a edição de tradução de livro meu nunca autorizada nem solicitada. No Brasil, da parte de um editor que depois tornou-se opulento milionário, sofri a traição de suas edições piratas de um livro meu. Quanto à "justa remuneração" por "trabalhos literários" é evidente que nem sempre ocorre. É preciso que o autor, correndo o risco de ser considerado imodesto ou interesseiro, faça valer o seu esforço criativo. Esse esforço inclui conferências, muitas vezes solicitadas para serem proferidas de graça.
CE - O que considera mais importante na sua vida, no tocante à auto-afirmação: a autoria de "Casa-Grande & Senzala" ou a criação do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais?
GF - Um livro como Casa-Grande & Senzala e uma instituição como o Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais não me parecem criações exatamente comparáveis. Direi, entretanto que das duas, considero a mais germinal, Casa-Grande & Senzala, embora ambas importantes. E ambas decorrentes de uma quase a mesma criatividade. Casa-Grande & Senzala foi, porém, o gérmen ostensivo dessa criatividade que, de modo menos ostensivo, madrugou num autor ainda mal saído da adolescência. Diante de sucessivas edições, agora até, ao livro Casa-Grande & Senzala em língua portuguesa e noutras línguas - 23 em língua portuguesa e já quase tantas em línguas estrangeiras, língua, francesa e várias outras, - a mais recente na coleção Tel, de Gallimard, consagra "pensadores contemporâneos" - admiro-me eu próprio do que, nesse livro, é perene, ou constantemente atual, novo e revolucionário.
CE - A propósito, tendo sido Nabuco um dos mais denodados e intransigentes dos abolicionistas e sendo o IJNPS criado sob sua inspiração, não acha que essa Instituição deveria dedicar especial atenção ao problema do negro, isto é, pugnar pelo aproveitamento de tantos elementos de cor que, embora dotados de privilegiada inteligência, não conseguem ingressar na Universidade?
GF - A preocupação com o brasileiro que, sendo de origem principalmente afronegra, não esteja tendo a sua inteligência ou o seu saber ou o seu valor aproveitados, como merecem pelos homens de governo do nosso País, em altos cargos vem sendo e é uma das constantes dos responsáveis pelo Instituto Nabuco. Algumas dessas inteligências o próprio Instituto as tem valorizado como seus pesquisadores - o caso do economista Cláudio França - e as tem perdido pelo fato de, até pouco, ter dependido do anticultural Dasp. Abriu-lhe o caminho para situações mais compensadoras, porém. E quando, como candidato, o Presidente João Figueiredo distinguiu o Instituto Nabuco com uma visita excepciona, diretores e pesquisadores da instituição fizeram-lhe umas tantas sugestões como a de iniciar no Brasil uma efetiva política rurbana. Isto é, mistura de urbana e de rural. E também esta a de incluir brasileiros de superior competência e notável valor, de evidentes característicos afronegros, embora de todo brasileiros, no seu Ministério ou em cargos nacionais de alta importância. A mesma sugestão foi feita pelo Instituo ao jovem Governador de Pernambuco, no início do seu governo. Repito que essa preocupação é uma das constantes do Instituto Nabuco, agora Fundação. Estou informado de que acaba de reconhecer essa constante do Instituto Nabuco o atual e ilustre representante da maior dinastia de altas inteligências brasileiras e, ao mesmo tempo, de altas expressões de caráter de origem afronegra, ao propor oferecer ao mesmo Instituto o precioso arquivo desses insignes brasileiros que, em sucessivas gerações, vêm prestando valiosíssimos serviços ao Brasil. Brasileiros muito do apreço de Joaquim Nabuco, de Pedro II, de José Veríssimo e figuras do maior relevo no passado e no presente do nosso País.
CE - O senhor tem sido, através dos anos, um constante defensor e talvez o maior difusor da nossa "Democracia Racial" decorrente da convivência pacífica das raças, sem preconceitos nem segregacionismos. Como o senhor veria a deflagração de um movimento de opinião visando sensibilizar ao Itamaraty para que consiga junto ao Presidente da República e Congresso Nacional, a indicação de homens de cor, de reconhecida cultura e inteligência, para desempenharem os cargos diplomáticos junto aos Governos da África Jovem?
GF - A resposta à pergunta anterior prolonga-se nesta. É claro que, sendo o Brasil, com deficiência ainda por ser sanadas, a maior "democracia racial" no mundo de hoje, está faltando à sua representação diplomática uma maior presença de brasileiros evidentemente de origens não-caucásicas. Quando Presidente, Jânio Quadros enviou para um dos países africanos, como Embaixador, o meu amigo, jornalista ilustre, Raimundo Sousa Dantas. Creio que brasileiros de inteligência representativamente brasileira, de origem afronegra evidente, devem ser enviados não só para países não-europeus como para os europeus, e para os Estados Unidos, a Argentina, o Chile. O Brasil já tem bastante prestigio internacional para aproveitar seus supradotados, pela inteligência ou pelo talento, seja qual for sua origem étnica ou de região, em sua representação no exterior, tanto quanto em altos cargos nacionais.
CE - Ao completar 80 anos de idade o senhor se identifica como um homem realizado ou tem alguma queixa de não ter podido realizar algo que gostaria de ter feito?
GF - Não: não me identifico como um homem, aos 80 anos, realizado. Deixei de realizar muito sonho. Estou chegando ao fim, incompleto. Muito incompleto. Por exemplo: estimaria - não, não vou revelar o segredo de umas aliás pequeníssimas aspirações quase políticas que não realizei. Mas vá a confissão e uma: estimaria ter sido Governador de Pernambuco ou Prefeito do Recife. Ou de Olinda. Mas sem ser candidato. Solicitado.
CE - Em algumas fases da sua vida, desde a mocidade, exerceu vários cargos públicos e alguns eletivos. Como o senhor classifica o político brasileiro dos tempos atuais relativamente àqueles que estiverem em evidência no fim do Império e no advento da República?
GF - Temo parecer "saudosista": acusação que tão facilmente se faz aos muitos idosos. Mas a verdade é que sinto haver, tanto no Brasil de agora como no mundo, fora daqui, dos dias que estamos vivendo, uma crise de liderança política. Mas sem que, no meio dessa crise, deixem inteiramente de surgir líderes idôneos: inclusive no Brasil. Atente-se no exemplo da atualíssima Espanha. No exemplo de um Leopold Senghor, na África negra. No impressionante superexemplo dos dois Joões Paulos, papas: líderes religiosos com alguma coisa de líderes mais que religiosos. E Mrs. Thatcher pode ser uma revelação de líder-mulher no Ocidente como exemplo a todo o mundo ocidentalizado. Inclusive ao Brasil que precisa de aproveitar melhor tanto suas Sandras Cavalcanti como seus Cláudios França: um supradotado de origem afronegra que talvez seja outro Roberto Campos ou outro Delfim Netto ou outro Celso Furtado. É possível que ainda possa ser um ministro ideal do Presidente Figueiredo na área econômico-social.
CE - Que acha da Igreja Rebelde da América Latina?
GF - A América Latina não é uma: há várias expressões do que seja América Latina. E dentro dessa variedade, uma variedade de "igrejas rebeldes". Uma variedade de rebeldias, a alguns observadores parecendo haver falta de uma homogênea americalatinidade tanto quanto a rebeldias como quanto a ortodoxias. Na minha filosofia social ideal, ou a longo prazo, sou um anarquista um pouco à la Tolstoi e um tanto à la Georges Sorel. Mas um anarquista construtivo. Repugna-me a rebeldia sem criatividade. E, no momento, desatenta a circunstâncias internacionais a que os latino-americanos não podem ser indiferentes. Sobretudo uma União Soviética em expansão imperial ao lado de uns Estados Unidos também imperiais, embora não-totalitários: há uma necessidade de precauções latino-americanas, através de executivos capazes de ação eficaz, como aqueles guardas de trânsito quase soberanos em sua função de coordenadores de energias ou de espontaneidades, em movimentos, admitidos pelo também anarquista em sua filosofia social Bertrand Russell.
CE - A Igreja Católica, a partir de João XXIII e do Concílio Vaticano II, vem reformulando de maneira radical as suas estruturas, sobretudo no tocante a sua tolerância em relação a outros credos religiosos e por uma maior identificação com o povo. Como interpreta essa mudança tão profunda no comportamento da Igreja Romana: será decorrente de uma melhor reflexão dos teólogos e da hierarquia ou uma manobra, para uma adaptação aos tempos e costumes vigentes?
GF - A Igreja Católica Romana, o analista social precisa considerá-la como uma organização que a compromissos sociais junta, sem poder esquecê-los, os de caráter místico e para ela, sobrenaturais. Junta a relativos, absolutos. No tocante aos relativos, precisa de ser, orteguianamente, ela e suas circunstâncias de espaço e de tempo sociais. No tocante aos absolutos, precisa de comportar-se não de todo sociologicamente e sim teologicamente. Misticamente. Dos papas mais recentes, um, João XXIII agiu, através de significativas atitudes, mais sociologicamente que misticamente, embora não lhe faltasse sensibilidade à missão mística da Igreja. Os dois Joões Paulos, seguindo no trato de certos assuntos, o insigne João XXIII e, noutros, Paulo VI que de certo modo atendeu a absolutos sem desprezar circunstâncias, vêm sendo incisivos na atitude de equilíbrio entre relativos e absolutos. Deram certamente um basta às tendências de relativistas mais papistas que os papas para tornarem a Igreja muito menos mística que filantrópica, socialmente ativista, ativisamente política. E os triunfos por eles alcançados mostram, ou parecem mostrar, que há, da parte do homem moderno, não só um desejo de reformas sociais, econômicas, políticas, como uma sensibilidade, maior do que supunham certos analistas de comportamento humano, à religião como mística. Há, no mundo de hoje, uma evidente ressurgência mística à qual a Igreja Católica está correspondendo, com aqueles Católicos holandeses, que vinham Protestantizando ou racionalizando a Igreja Católica, ou se empenhando nesse esforço chamado "Progressista", perdendo seus primeiros impulsos. E com os Católicos marxistizantes, no Brasil - os da tendência, ao que parece, representada pelo Cardeal Arns e pela edição parasociológicas de Vozes de Petrópolis - igualmente perdendo o ânimo "Progressista". O mito "Progresso" - progresso indefinido, contínuo, como que absoluto, primeiro denunciado por Sorel - é um mito em crise aguda nos próprios Estados Unidos. No Brasil, o admirável Estado de São Paulo já admite, pela inteligência dos paulistas mais esclarecidos, que, em várias coisas, precisa parar. Há sociólogos modernos que já valorizam, no comportamento humano, "inércias" que, importando em paradas, se mostram mais criativas que os progressos descontrolados. A defesa de valores naturais, por uma ecologia não só natural como social, é, em parte, uma oposição de "inércia" criativa a progressos descontrolados. No momento atual, a Igreja Católica parece grandemente preocupada com esses e outros relacionamentos sociais, embora fiel a absolutos sobrenaturais. Mas é evidente que precisa de considerar tanto sociológica como teologicamente, e nos aspectos sociais situacionalmente, problemas como o de natalidade ou de planejamento familiar. Problema que se apresenta ao Brasil Católico, embora de modo diferente ao que se apresenta à União Indiana ou à China ou ao Japão. Daí a necessidade, no mundo de hoje, ante problemas aparentemente os mesmos para todas as sociedades nacionais, de perspectivas e de métodos situacionais. Perspectivas e métodos, os situacionais, dos quais pensadores e analistas brasileiros vêm sendo pioneiros, já reconhecidos, na Europa. Ainda agora, surpreendi esse reconhecimento, tanto na Inglaterra, em conversa com mestres da London School of Economics, como o de Sociologia, Mac Rae, como na Bélgica, em contato com o notável professor de Sociologia da Universidade de Louvain - uma universidade Católica - Michel Schoyano, e na França, onde tive o gosto de rever Raymond Aaron e Jean d'Ormerson, entre outros lúcidos expoentes da sempre admirável inteligência francesa, com esses mestres de mestres. Que ouvi do Professor da muita Católica Universidade de Louvain? Que do Brasil admirava de modo especial as obras de pensamento e de ciência sociais saídas do Recife. Não só as mais conhecidas na Europa como as por muitos ainda ignoradas como - citação dele - O Escravo nos Anúncios de Jornais Brasileiros do Século XIX, a seu ver, impressionante como inovação em perspectivas e métodos antropossociais. Pronunciamentos semelhantes sobre a criatividade recifense ouvira em Londres de sábios como Mac Rae e William Sargant, Nelson, Lord Asa Briggs e ouvira em Paris de Aaron e Jean d'Ormerson, para quem ou por ele justamente admirado como mestre da "novela cômica" Jorge Amado desenvolvia, nesse gênero literário, abordagens iniciadas pelo Recife. O Recife intelectual, portanto, reconhecido mais na Europa, pala sua criatividade, do que pelo Centro-Sul do Brasil. O que é uma compensação a silêncios brasileiros nesse sentido: silêncios que vêm sendo denunciados pelo recifense genial Nelson Rodrigues como "ideologicamente patrulheiros". Patrulheirismo que parece ter encontrado apoio entre alguns professores da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - em sentido contrário à de Louvain e à orientação do Papa João Paulo II - e entre alguns sociólogos sectariamente marxistas: de modo algum um Fernando Henrique Cardoso, de São Paulo. Ou um Darcy Ribeiro.
Registre-se mais que, enquanto cientistas sociais brasileiros voltam as costas a conceitos sócio-antropológicos saídos do Recife, como o de metarraça, o de morenidade, o de tempo tríbio, na Europa, quer na Universidade Católica de Louvain, quer na Sorbonne e na Inglaterra - onde foram, pela primeira vez, apresentados, na Universidade de Sussex, que os divulgou em livro, os conceitos de metarraça e de morenidade que, inclusive, tornam científica e brasileiramente desprezíveis, nos censos brasileiros, perguntas sobre "raça" ou sobre "cor" como índices de "raça" ou de "sub-raça" - são todos como inovações válidas e acatadas como expressões de moderna criatividade nos estudos sócio-antropológicos e na filosofia social decorrente desses estudos. O que é certo também do conceito de "tempo tríbio", tão valorizado por mestres de Filosofia da Universidade de Bolonha e, em Madrid, pela sua Universidade, através do seu mestre de mestres, Julian Marias.
Mencionam-se esses fatos porque são pioneirismos brasileiros de caráter, além de científico-social, filosófico, a que não é indiferente a moderna filosofia social Católica, tão altamente representada, na Europa, pela Universidade de Louvain. Nem ela nem pensadores de outras orientações.
Fonte: GILBERTO Freyre aos 80: "estimaria ter sido governador de Pernambuco". Confidencial Econômico Nordeste. Recife, v. 11, n. 3, mar. 1980, p. 6-11.
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